Cardiologistas defendem rastreios cardiovasculares nas farmácias

Doenças do coração matam 30 mil por ano em Portugal. Até domingo há rastreios em 150 farmácias.

29 de setembro de 2026 às 01:30
Rastreios às doenças cardiovasculares poderiam evitar várias mortes prematuras. Foto: João Cortesão
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A Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) lança, esta terça-feira, um movimento nacional de rastreio cardiovascular, para assinalar o Dia Mundial do Coração. A SPC defende o envolvimento das farmácias nos rastreios cardiovasculares regulares, alertando que o país precisa de um plano de prevenção para responder às 30 mil mortes anuais provocadas por essas doenças. “Temos a possibilidade de tornar este tipo de rastreios acessível, seja nas farmácias, seja nos locais de trabalho, e complementar com informação que vai ser crucial para que cada utente, individualmente, seja capaz também de tomar conta da sua saúde”, adiantou à Lusa Cristina Gavina, presidente da sociedade científica.

A iniciativa vai envolver cerca de 150 farmácias da rede da Associação Nacional de Farmácias, que vão realizar rastreios cardiovasculares gratuitos até domingo. As doenças cardiovasculares, como o enfarte e o acidente vascular cerebral (AVC), continuam a ser a principal causa da mortalidade em Portugal, responsáveis por uma morte a cada 15 minutos, o que leva Cristina Gavina a realçar a necessidade de “democratizar o acesso” dos portugueses ao rastreio cardiovascular. A médica salientou que se trata apenas de rastrear doenças cardiovasculares, através dos fatores de risco críticos como a tensão arterial, o colesterol e a glicemia. Estes rastreios deveriam realizar-se a partir dos 35 anos, sendo repetidos a cada 5 anos, com exceção das pessoas consideradas de alto risco, que teriam de os realizar mais frequentemente.

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