Carne de cavalo desafia crise na Brandoa

Um talho de carne de cavalo abriu portas na Brandoa, Amadora. A iniciativa, pouco comum, resultou de ao fim de 16 anos a vender carne de cavalo em Alvalade, Lisboa, Vital Simões, 44 anos, ter decidido apostar num bairro que vive fortemente marcado pela crise.

02 de novembro de 2012 às 15:52
talho, cavalo, Brandoa Foto: Filipa Couto
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No centro da Brandoa e com baixos preços, o comerciante considera ao segundo dia de portas abertas que a ideia está a ser um sucesso.

No talho, os clientes são sobretudo pessoas idosas que recordam outras crises e tempos em que sendo os filhos crianças os médicos recomendavam a carne de cavalo para combater anemiais.

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O comerciante explica que em Portugal não há criação de carne de cavalo. “São peças provenientes do abate de éguas reprodutoras e de animais que os criadores consideram que não têm linhas bonitas”, disse.

Vital Simões não espera ter nenhuma associação protectora de animais à porta a contestar a venda de carne de um animal que não entra na base da alimentação da maioria dos portugueses. “Quem é amigo dos animais é amigo de todos. Então tinham de ir para a porta de todos os talhos”, acrescentou.

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