Caso do 'bebé sem rosto' em risco de "configurar crime"
Bastonário pede intervenção do Ministério Público para averiguar clínica Ecosado.
A Ordem dos Médicos (OM) pediu esta quarta-feira a intervenção do Ministério Público para averiguar a clínica Ecosado. Foi nesta clínica que Marlene, a mãe de Rodrigo, fez as ecografias. As malformações no bebé nunca foram detetadas pelo médico Artur Carvalho.
A clínica não tinha convenção com o Estado e por esclarecer está a questão de como e a quem o SNS pagou por esses exames.
O bastonário, Miguel Guimarães, reconheceu que a situação "pode configurar um crime". "Infelizmente este caso, que nunca deveria ter acontecido, não é apenas um caso de más práticas.
É um caso em que há uma falência do que é o controlo daquilo que é feito no sistema de Saúde e exige de todos nós, as entidades dependentes do Ministério da Saúde, o regulador e as ordens profissionais, termos um momento zero em que muita coisa deve ser avaliada", afirmou Miguel Guimarães, após uma reunião na Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.
Internamente, na Ordem, Miguel Guimarães explicou que já está a fazer "um caminho" para que os processos pendentes no conselho disciplinar do Sul possam ser agilizados. Neste conselho estão, pelo menos sete processos contra o obstetra Artur Carvalho.
O bebé Rodrigo, que nasceu no dia 7 de outubro, está internado no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, com prognóstico reservado.
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