CGTP diz que sai de cabeça erguida no processo de alterações à lei laboral
Dirigente sindical voltou a apelar à rejeição da proposta de alterações à legislação laboral.
O secretário-geral da CGTP voltou esta quinta-feira a apelar à rejeição da proposta de alterações à legislação laboral, afirmando que no final deste processo as diversas estruturas e organizações serão responsabilizadas pelo trabalho que fizeram e pelo caminho que seguiram.
"A CGTP irá se responsabilizar pelo caminho que seguiu também, mas sairá deste processo de cabeça bem erguida, porque em momento algum fragilizámos ou procurámos não responder àquilo que foram os objetivos que os trabalhadores colocaram", disse Tiago Oliveira.
O secretário-geral da CGTP falava à agência Lusa no final de um plenário com os trabalhadores do turno da manhã da ex-Renault Cacia (atual Horse Aveiro), antes de ser conhecida a rejeição da UGT da proposta de revisão da legislação laboral.
O dirigente sindical referiu que qualquer trabalhador, aquilo que espera da sua organização sindical é que "não capitule perante aquilo que são os objetivos de outros de procurar retrocesso das condições de trabalho", lembrando que os trabalhadores pronunciaram-se contra o pacote laboral proposto pelo Governo na greve geral em dezembro de 2025.
"Da parte da CGTP, o nosso compromisso, a partir desse momento, foi sempre o mesmo: exigir a retirada do pacote laboral", afirmou.
Na Horse, em Aveiro, Tiago Oliveira fez um ponto da situação do pacote laboral e afirmou ter da parte dos trabalhadores uma rejeição deste projeto que acusa que "o Governo quer construir a toda a força".
"Estamos aqui numa empresa que tem mais de 1.500 trabalhadores. E está aqui a realidade do país, está aqui a realidade do trabalho. E são trabalhadores que, na sua esmagadora maioria, participaram na grande greve geral que construímos em dezembro passado que exigia e continua a exigir a rejeição do pacote laboral", disse.
O secretário-geral da CGTP defendeu ainda que o Governo tem de perceber de que lado está a maioria, onde diz que se encontram os trabalhadores, os reformados e os jovens.
"A maioria do nosso país é gente de trabalho e essa gente de trabalho que se pronuncia diariamente na rejeição do pacote laboral, na rejeição deste ataque que este Governo está a construir. E, portanto, das duas uma. Ou nós temos um Governo que se compromete de facto e que olha para a maioria, ou que faz o caminho que este Governo está a seguir, que é responder a uma minoria, aos mesmos de sempre", concluiu.
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