Chefe da Marinha louva 400 anos das boinas "azul-ferrete" e missões dos fuzileiros

Almirante António Mendes Calado dirige-se à "infantaria de Marinha", com "capacidade de operar no mar e a partir do mar", num "tempo de grande incerteza e complexidade.

18 de abril de 2021 às 09:17
Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Mendes Calado Foto: Facebook
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O Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) e da Autoridade Marítima Nacional elogiou este domingo os muitos "heróis que não faltaram ao chamamento da pátria" com as boinas azul-ferrete dos fuzileiros, ao longo de 400 anos de história.

Numa mensagem gravada em vídeo e divulgada nas redes sociais, o almirante António Mendes Calado dirige-se à "infantaria de Marinha", com "capacidade de operar no mar e a partir do mar", num "tempo de grande incerteza e complexidade, num mundo fragmentado e em rápida mutação", no qual o "mar continua a ser fundamental para a preservação do modo de vida [português] e afirmação de Portugal como nação que se fez no mar".

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"Hoje, os fuzileiros continuam a servir Portugal, organizados de forma modelar e flexível, adaptados às novas missões da Marinha e do apoio à política externa do nosso país, no âmbito das alianças e compromisso externos em que está envolvido, como aconteceu no Zaire, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Colômbia, República do Congo, Mali, República Centro-Africana, Bósnia-Herzegovina, Afeganistão e Lituânia [...], no Atlântico, Mediterrâneo e Indico", declara.

O Corpo de Fuzileiros é herdeiro do "Terço da Armada Real da Coroa de Portugal", primeira unidade militar constituída com caráter permanente (1621) e teve diversas designações até à atual, registada (1961) para os teatros de operações de Angola, Guiné e Moçambique, durante a guerra colonial: Regimento do Príncipe (1668), Brigada Real da Marinha (1797), Batalhão Naval (1836).

"Saúdo de forma particular todos aqueles que, no decurso dos últimos 60 anos, conquistaram e honraram a boina azul-ferrete, símbolo distintivo dos nossos fuzileiros. A Marinha orgulha-se destes seus ilustres filhos, que souberam honrar o botão de âncora, dando o melhor de si, em muitos casos com o sacrifício da própria vida, heróis que não faltaram ao chamamento da pátria, nos convés dos navios, nos rios, no tarrafo, no lodo [...], na superação das dificuldades que a condição de militar e de marinheiro exigem", acrescenta o CEMA.

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O corpo dos "Fuzos" foi distinguido ao longo dos tempos com a Ordem Militar da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, as três Cruzes de Guerra (coletivas), a medalha de Ouro de Serviços Distintos da Ordem do Infante D. Henrique, a Ordem de Liberdade e a medalha da Ordem de Tamandaré (Brasil).

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