Coimbra vai ser projeto-piloto em iniciativa para zero mortes na estrada

Proposta foi aprovada com 39 votos a favor (PS, PSD, CDU, Livre e PAN), nove abstenções (Chega, Nós, Cidadãos!, BE, IL e PPM) e três contra (CDS-PP).

29 de abril de 2026 às 18:20
Acidente rodoviário Foto: El Jundi/Pexels
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Coimbra vai ser projeto-piloto da iniciativa da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) para garantir zero mortes e zero feridos nas estradas da cidade, afirmou esta quarta-feira a presidente da Câmara Municipal.

"Neste momento, estamos a trabalhar com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, num projeto-piloto com a iniciativa Visão Zero [que aponta como objetivo zero mortes até 2050]", disse Ana Abrunhosa (PS/Livre/PAN), que falava durante a Assembleia Municipal de Coimbra.

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Segundo a autarca, quando a iniciativa foi apresentada, propôs Coimbra "como projeto-piloto" da iniciativa, desafio que "foi imediatamente aceite" pela ANSR.

Ana Abrunhosa notou que o anterior executivo não esteve parado, havendo um plano de segurança rodoviária "bastante amadurecido, praticamente da autoria do anterior executivo", que terá agora de ser reavaliado no âmbito do projeto-piloto face aos objetivos da Visão Zero.

"Os problemas não se resolvem apenas com limites à velocidade, mas com uma estratégia integrada e vendo as funções que temos", disse.

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Ana Abrunhosa comentava uma proposta de recomendação do Livre que propunha a generalização do limite de velocidade de 30 quilómetros por hora (km/h) nos arruamentos urbanos, estreitamento de vias e alargamento de passeios, instalação de lombas para redução da velocidade e criação de ambientes urbanos "que induzam naturalmente a redução de velocidade".

A proposta foi aprovada com 39 votos a favor (PS, PSD, CDU, Livre e PAN), nove abstenções (Chega, Nós, Cidadãos!, BE, IL e PPM) e três contra (CDS-PP).

Na apresentação da proposta, Bruno Pedrosa apontou para o exemplo da cidade galega de Pontevedra que mostra que "é possível ter zero mortes por atropelamento", considerando que "é preciso atuar já".

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Na mesma Assembleia Municipal, foi aprovada uma proposta de recomendação dos deputados do PAN para reforço, correção e operacionalização do Plano Municipal de Ação Climática, com 28 votos a favor (PS, PAN, Livre, BE e PPM) e 23 abstenções (PSD, CDS-PP, Chega, Nós, Cidadãos, CDU e IL).

Já uma proposta da CDU contra o estacionamento passar a ser pago no Convento São Francisco foi rejeitada com 27 votos contra (PS, PAN e IL), cinco abstenções (Chega) e 19 a favor (PSD, Nós, Cidadãos, CDU, BE e PPM) -- a bancada do Livre dividiu-se com um voto a favor e outro contra e o grupo do CDS-PP contabilizou um voto a favor e duas abstenções.

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