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Mortes nas estradas disparam 36% no início deste ano em relação a 2025

137 pessoas perderam a vida no continente e ilhas, até 9 de abril, contra 101 do ano passado. Valor até supera já os valores pré-pandemia.

13 de abril de 2026 às 01:30

O número de mortes disparou nas estradas portuguesas este ano. Segundo dados oficiais da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), 137 pessoas morreram entre 1 de janeiro e 9 de abril, número que supera em 36% as 101 vítimas mortais do período homólogo de 2025. O aumento brutal dos óbitos ocorre como consequência de uma subida igualmente evidente dos acidentes de viação: no mesmo período ocorreram 42 212 sinistros, mais 14,4% dos que os 36 896 do mesmo período do ano passado.

Os indicadores de feridos graves e ligeiros não acompanham esta subida: ocorreram 602 feridos graves no mesmo período (em 2025 tinham sido 603); e 10306 ferido ligeiros (10703 um ano antes).

A análise das estatísticas de sinistralidade grave mostra, ainda, uma superação dos valores pré-pandemia (2020-2022), quando o decréscimo da circulação rodoviária fez baixar, naturalmente, os acidentes e vítimas. Assim, em 2019, ano imediatamente anterior ao início do surto de Covid, 128 pessoas morreram nas estradas até 9 de abril, em consequência de 36454 acidentes.

Alarmado com os 20 óbitos registados pela PSP e GNR, só durante a operação Páscoa de 2026, o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, prometeu medidas para breve (ver apoios).

Valores preocupantes são, igualmente, os da criminalidade rodoviária. As forças de segurança registaram, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna do ano passado, 38463 crimes. Dos cinco indicadores que o documento afere (condução com taxa-crime de álcool, condução perigosa, sem habilitação legal, homicídio por negligência em acidente e ofensas à integridade física por negligência), os  quatro primeiros registaram subidas significativas de 2024 para 2025. De realçar o aumento de 28,3% nas detenções por falta de carta (14301 ocorrências em todo o ano passado, 59,5% do total). 

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