Inês de Medeiros recusou demitir-se. Autarca apontou ainda que Governo de Luís Montenegro aproveitou-se da situação para tirar o foco da polémica do exames nacionais.
A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, afirmou, esta segunda-feira, numa entrevista exclusiva no NOW, que a falta de água no concelho há mais de um mês, é "a mais grave deste ano" e que foi "empolada pelo Governo para tentar fugir da polémica do exames nacionais". A autarca recusou demitir-se e deixar cair a administração dos SMAS, apontando ainda o dedo à ministra do Ambiente.
Questionada sobre as críticas ao dirigente dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada, Luís Palma, por estar à frente da entidade e ter uma licenciatura em ensino básico, Inês de Medeiros recusou demitir a administração do SMAS por considerar ser "injusto". "Isso significaria assumir a responsabilidade dele por seis meses", disse a autarca.
Indemnizações, talvez, mas "só após estabilização do sistema"
Sobre a possibilidade de indemnizar os munícipes afetados, Inês de Medeiros sublinhou que essa decisão depende da entidade reguladora e só poderá ser equacionada após a estabilização do sistema local. Mas assegurou que todas as possibilidades estão a ser tidas em conta, embora seja necessário chegar às "contas finais", para tomar decisões concretas.
"Senti-me ofendida com a primeira entrevista da ministra do ambiente [Maria a Graça Carvalho]", confessou a autarca de Almada, atirando que "não foi a senhora ministra que chegou e abriu-se o [primeiro] furo". No que toca ao segundo furo, já em funcionamento, Inês de Medeiros disse o mesmo foi feito após uma "aprovação em tempo recorde".
Já sobre as críticas que a própria recebeu por parte do autarca do Seixal, Paulo Silva, que acusou a Câmara de Almada de dever dois milhões de euros pelos furos de água em Corroios, Inês de Medeiros afirmou ter falado com o homólogo, mas recusou dar mais detalhes.
"Faltam apurar as causas totais"
A autarca atribui a falta de água a um aumento exponencial do consumo, especialmente na Costa da Caparica e Sobreda, e a um "problema real" na extração de água dos furos. Segundo a autarca, o envelhecimento do sistema é um fator, mas o cenário deste ano é "mais grave" e distinto de situações anteriores. "Faltam apurar as causas totais", revelou, referindo que "Penajóia não é um problema".
Inês de Medeiros afirmou ainda que as medidas de cortes programados para diminuir a pressão estão a surtir efeito, garantindo que, "desde quinta-feira, 9, não há faltas de água não programadas", sendo o foco, agora, a "estabilização".
Recorde-se que foi declarada situação de alerta, até o problema estar resolvido, com a autarquia de Almada a restringir o consumo total de água, em determinadas zonas do concelho, das 22h00 às 06h00. Uma segunda medida é a proibição de todas as utilizações de água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais, entre as quais a rega de jardins públicos e privados e de campos de golfe, a lavagem de viaturas, o enchimento de piscinas, a utilização de chuveiros e lava-pés nas zonas balneares, o funcionamento das fontes ornamentais, lagos artificiais e outros elementos de uso estético de água e a lavagem de pavimentos exteriores, logradouros, paredes e telhados.
Na quarta-feira cerca de 1.500 pessoas juntaram-se num protesto contra a falta de água na Costa da Caparica, exigindo soluções para o problema e pediram a demissão da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.