Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas pedem fixação dos preços dos combustíveis

Confederação alerta que a guerra "está a alimentar comportamentos especulativos".

19 de março de 2026 às 19:07
Combustíveis Foto: Direitos Reservados
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A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) apelou esta quinta-feira ao Governo que fixe os preços dos combustíveis, gás e eletricidade e considerou que as medidas tomadas na sequência da guerra no Irão são "insuficientes".

Em comunicado, a confederação alerta que a guerra "está a alimentar comportamentos especulativos", levando "à explosão dos preços dos combustíveis para patamares nunca vistos e com tendência para o agravamento", o que tem consequências no "custo de visa dos cidadãos e das empresas".

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Por isso, e "para que se evite uma crise económica", a CPPME pede ao Governo que avance com um "controlo e fixação dos preços nos combustíveis, gás, eletricidade e nos produtos que compõem o cabaz alimentar", bem como tome medidas para a "mitigação das subidas das taxas de juro".

Por outro lado, apela ao executivo que tome medidas, tendo em vista a "proteção imediata às tesourarias das PME", nomeadamente através de "apoios à liquidez", que existam uma "coordenação nacional (e europeia) para evitar que uma crise externa destrua o emprego e atividade económica", bem como uma "aceleração e majoração dos incentivos à eficiência energética para reduzir a dependência externa das empresas".

Para a confederação, as medidas anunciadas pelo Governo são "insuficientes perante o agravamento do custo de vida", defendendo ainda que o executivo "deve apostar em iniciativas que reduzam os "custos fixos e de contexto" não apenas para as micro, pequenas e médias empresas, mas também para a população".

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O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira três diplomas para reforçar a soberania e a segurança energética e proteção dos consumidores mais vulneráveis em caso de declaração de crise energética resultante do aumento de preços do petróleo e do gás.

No dia anterior, o primeiro-ministro anunciou uma comparticipação de 25 euros na botija de gás solidária e um mecanismo de desconto no gasóleo profissional para os próximos três meses face ao impacto da guerra no Médio Oriente.

Para fazer face à subida dos combustíveis, o Governo avançou ainda com descidas extraordinárias das taxas do ISP aplicáveis no continente.

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