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Taxistas consideram "insuficientes" apoios do Estado face à subida dos combustíveis

Federação apela ao Governo para que "reforce urgentemente o apoio agora anunciado".

19 de março de 2026 às 14:07

A Federação Portuguesa do Táxi (FPT) considerou esta quinta-feira que os apoios do Governo para mitigar a escalada do preço dos combustíveis são "insuficientes", tendo em conta novos agravamentos previstos para a próxima semana.

Em comunicado, o organismo liderado por Carlos Silva alertou que os apoios do Governo são "insuficientes" e reclamou medidas estruturais para o setor.

"A Federação Portuguesa do Táxi considera claramente insuficientes as medidas anunciadas pelo Governo para mitigar a escalada do preço dos combustíveis. Mais ainda, quando há novos agravamentos previstos para a próxima semana", segundo o comunicado esta quinta-feira divulgado.

De acordo com a FPT, as empresas de táxi "operam tarifas fixas, desajustadas face ao brutal aumento dos custos operacionais (combustível, manutenção e trabalho), situação que está a colocar em sério risco a sustentabilidade económica do setor e a continuidade do serviço público do táxi em muitas zonas do país".

Desta forma, a federação apela ao Governo para que "reforce urgentemente o apoio agora anunciado" e que complemente o apoio com a criação de "um verdadeiro regime de combustível profissional" para o táxi.

A FPT pretende, assim, que o Governo ajuste os mecanismos de apoio "de forma estrutural e não apenas temporária", por forma a garantir "um serviço de interesse geral à mobilidade das populações".

A escalada do conflito no Médio Oriente, uma região chave para o fornecimento global de combustíveis fósseis, está a provocar uma subida acentuada dos preços do petróleo e do gás e a afetar a economia europeia, com impacto direto nas famílias e no poder de compra dos consumidores.

O primeiro-ministro anunciou na quarta-feira, no debate quinzenal na Assembleia da República, uma comparticipação de 25 euros na botija de gás solidária e um mecanismo de desconto no gasóleo profissional para os próximos três meses face ao impacto da guerra no Médio Oriente.

Luís Montenegro assegurou que "o Governo é sensível ao impacto do aumento dos combustíveis na vida dos portugueses" e vai acompanhar a evolução da situação internacional.

De acordo com o chefe do executivo, o Governo vai introduzir "um mecanismo extraordinário para o gasóleo profissional, para as empresas de passageiros e mercadorias, que corresponderá a um desconto adicional sob forma de reembolso de 10 cêntimos por litro até 15 mil litros por veículo e também para os próximos três meses".

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