Coronavírus deixa trabalhadores da sede da Parfois em Rio Tinto de quarentena

São abrangidos 455 trabalhadores que "ficarão em casa até 18 de março".

10 de março de 2020 às 16:11
Teste ao coronavírus Foto: Getty Images
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A Parfois anunciou esta terça-feira ter colocado em quarentena os trabalhadores da sede da empresa em Rio Tinto, no Porto, após um colaborador que exerce funções naquelas instalações ter testado positivo para o novo coronavírus.

Questionada pela agência Lusa, fonte oficial da empresa adiantou que são abrangidos pela quarentena um total de 455 trabalhadores que, seguindo as orientações da Direção-Geral de Saúde, "ficarão em casa até 18 de março".

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"Como medida preventiva, todas as pessoas que estiveram em contacto direto com este colaborador permaneceram em quarentena durante o dia de hoje e não estiveram presentes nos escritórios", refere a Parfois em comunicado, acrescentando que "procedeu à aplicação da quarentena para os restantes colaboradores da sua sede em Rio Tinto".

Segundo refere, "por este motivo gerou-se uma situação excecional de 'homeworking' [teletrabalho] para algumas das equipa da empresa".

De acordo com a marca portuguesa especializada em acessórios de moda, como lenços, chapéus, bijutaria, malas e carteiras, o caso positivo de Covid-19 foi "detetado no dia 08 de março", estando o colaborador "a ser tratado" e com "um quadro de evolução favorável".

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"Neste momento, toda a situação está limitada a um só caso e não existem motivos de alarme. Todos os colaboradores da marca foram devidamente informados e estão a ser levadas a cabo medidas preventivas em conformidade com o indicado pelas autoridades responsáveis", refere.

Sustentando que, "atualmente, o setor de 'retail' [retalho] tem vindo a ser afetado por uma situação excecional e de larga escala, fora do controlo direto das próprias empresas", a Parfois garante que "vai permanecer em alerta e em constante contacto com Direção-Geral da Saúde para continuar a proceder devidamente nos próximos dias".

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.000 mortos.

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Cerca de 114 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de países, e mais de 63 mil recuperaram.

Nos últimos dias, a Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, com 463 mortos e mais de 9.100 contaminados pelo novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia.

A quarentena imposta pelo governo italiano ao Norte do País foi alargada a toda a Itália.

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O Governo português decidiu suspender todos os voos com destino ou origem nas zonas mais afetadas em Itália, recomendando também a suspensão de eventos em espaços abertos com mais de 5.000 pessoas.

A China registou segunda-feira mais uma queda no número de novos casos de infeção, 19, face a 40 no dia anterior, somando agora um total de 80.754 infetados e 3.136 mortos, na China Continental.

Portugal regista 41 casos confirmados de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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A DGS comunicou também que em Portugal se atingiu um total de 375 casos suspeitos desde o início da epidemia, 83 dos quais ainda a aguardar resultados laboratoriais.

Face ao aumento de casos, o Governo ordenou a suspensão temporária de visitas em hospitais, lares e estabelecimentos prisionais na região Norte, até agora a mais afetada.

Foram também encerrados alguns estabelecimentos de ensino, sobretudo no Norte do País, assim como ginásios, bibliotecas, piscinas e cinemas.

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Os residentes nos concelhos de Felgueiras e Lousada, no distrito do Porto, foram aconselhados a evitar deslocações desnecessárias.

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