Covilhã mantém monitorização de água após escorrência de inertes de minas
Município apela a todos para que mantenham um uso racional da água.
A Câmara da Covilhã vai manter a realização de análises e monitorização da água na sequência do deslizamento de inertes das Minas da Panasqueira, para a ribeira de Cebola, cuja captação foi suspensa temporariamente.
"Espera-se que a situação fique totalmente resolvida no mais curto espaço de tempo, reiterando-se o apelo a todos para que mantenham um uso racional da água", refere, em comunicado, este município do distrito de Castelo Branco.
O deslizamento de inertes de uma escombreira das Minas da Panasqueira, no concelho da Covilhã, para a ribeira de Cebola, registou-se na quinta-feira.
"Por prevenção, foi de imediato decidido suspender, temporariamente, a captação de água naquele afluente. Simultaneamente, procedeu-se à recolha de amostras para análises à qualidade da água, sendo que os primeiros resultados não apontam para a existência de contaminação", acrescenta.
Apesar disso, a autarquia garante que será mantida a realização de análises e monitorização ao longo dos próximos tempos.
"O abastecimento público de água não foi comprometido (...). Em caso de necessidade, o fornecimento de água de qualidade será feito com recurso a um camião cisterna que abastecerá os reservatórios de distribuição".
O município vai continuar a acompanhar a situação e sublinha que "tomará todas as medidas que se afigurem necessárias para assegurar que se procede à reparação e contenção dos danos, bem como à redução dos impactos, de modo a proteger e salvaguardar as populações".
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Este sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
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