Cursos de pescadores parados no Barlavento algarvio

Apesar de haver dezenas de pessoas inscritas, as ações de formação ainda não tiveram início.

28 de março de 2017 às 08:28
Armadores dizem que falta pessoal para trabalhar no mar, com muitos a tirarem a cédula mas a não seguirem carreira Foto: Pedro Noel da Luz
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Este ano ainda não se realizou qualquer ação de formação de pescadores no Barlavento algarvio, apesar de haver dezenas de inscritos. Muitos dos candidatos que habitualmente frequentam estes cursos do For-Mar (entidade formadora) são desempregados que necessitam da cédula marítima para poderem ingressar na pesca, bem como pescadores que têm de realizar cursos para progredir na carreira.

"Quase todos os dias somos contactados por pessoas que pretendem frequentar essas ações e que têm de ficar à espera", revela ao CM Hélder Correia, presidente da Associação de Profissionais de Pesca de Albufeira. Esta associação já recebeu a inscrição de 20 pessoas para a obtenção da cédula marítima, 12 para a carta de arrais de pesca local, 50 para técnico de avaliação de risco a bordo, 20 para formação em higiene e 10 para operador de rádio.

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No Algarve, existe em funcionamento o centro de formação do For-Mar de Olhão, no Sotavento, mas Armando Francisco, da Associação de Pescadores de Alvor, realça que se trata de uma deslocação longa. "Além dos custos, uma pessoa que trabalha na pesca e precisa de fazer um curso para progredir na carreira ficaria sem tempo para ir ao mar", salienta o dirigente associativo.

Contactada pelo CM, fonte do Ministério do Mar frisou que ainda em dezembro do ano passado foram realizados cursos no Barlavento. E garantiu que até ao final do primeiro semestre do corrente ano terão início três novos cursos para pescadores, que serão realizados na cidade de Albufeira.

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