Decisão sobre professor problemático adiada para o fim do mês

As autoridades escolares decidem até ao fim do mês o que fazer com um professor da Escola Secundária Gonçalves Zarco, em Matosinhos, que enfrenta um processo disciplinar e problemas judiciais, disse nesta segunda-feira fonte da Associação de Pais. <br/><br/>

12 de dezembro de 2011 às 18:29
matosinhos, porto, professor, manuel jacob, confap, pais, Foto: Sérgio Lemos
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Citando garantias que diz ter obtido sexta-feira da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), o presidente da Associação de Pais, Manuel Jacob, explicou que o professor deveria regressar esta segunda-feira ao serviço, depois de cumprir dois meses de suspensão, mas continuará em casa até ao final de Dezembro, altura em que se decide a função "não lectiva" a atribuir-lhe.

"Vamos esperar até ao final do mês porque temos a garantia de que ele não vai à escola [até essa altura]. Era para se apresentar hoje, não o fez e vai ficar em casa durante todo este mês", declarou Manuel Jacob, prometendo uma remarcação da concentração de protesto, caso a situação não se resolve no prazo definido.

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Face ao que ouviu na DREN, o presidente da Associação de Pais ficou com a ideia de que a hipótese "mais viável" será a colocação do professor na mesma escola, em funções não lectivas, "embora isso não seja do agrado de 90 por cento das pessoas".

A preferência maioritária era a de que a DREN lhe arranjasse uma ocupação administrativo "fora da escola", explicou.

Também ouvido pela agência Lusa, o responsável da Confap - Confederação Nacional das Associações de Pais, Albino Almeida, considerou que o fundamental "é que o professor seja afastado do contacto com crianças e a Direcção Regional permita que a escola o coloque em actividades não lectivas".

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"Não entendo como é que para entrar na Função Pública é preciso ter o registo criminal sem nenhuma nota negativa e, depois, as pessoas têm factos em julgamento ou transitados em julgado e é como se nada tivesse acontecido", comentou o dirigente da Confap.

O professor, da cadeira de Matemática e que já chegou a estar destacado para funções docentes num estabelecimento prisional, foi suspenso por comportamento incorrecto para com os alunos.

Fora da escola, enfrenta um processo judicial no Tribunal de Gaia, que aguarda leitura de sentença, por alegadamente ter ofendido uma ex-namorada através de agressão, multiplicação de mensagens intimidatórias, perseguição automóvel e mesmo divulgação de imagens da sua vida sexual.

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O mesmo professor também esteve recentemente envolvido num processo dos Juízos Criminais do Porto, no qual outra mulher o acusava pela prática do crime de injúria, agravado por calúnia, e pedia uma indemnização igual ou superior a 2500 euros.

O processo terminou em acordo, com o arguido a pagar 2000 euros à mulher e a pedir-lhe desculpas.

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