Dragagens levam a uma nova queixa em Setúbal

Ambientalistas reclamam suspensão imediata dos trabalhos.

21 de abril de 2019 às 09:42
Remoção de parte submersa de monumento geológico motivou queixa de movimento cívico SOS SADO Foto: Rui Minderico
Grande Barreira de Coral, Austrália, ecossistema, ameaça, Património Mundial, UNESCO, portos, cargueiros, dragagem Foto: Steve Evans
Grande Barreira de Coral, Austrália, ecossistema, ameaça, Património Mundial, UNESCO, portos, cargueiros, dragagem Foto: Steve Evans

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O movimento cívico SOS SADO está a preparar a entrega de um decretamento provisório da providência cautelar junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada com objetivo da suspensão imediata do início dos trabalhos de preparação das dragagens no estuário do rio Sado.

A queixa incide sobre os trabalhos de remoção do afloramento arenítico, o qual é uma parte submersa do monumento da Pedra Furada de Setúbal – um fenómeno geológico ocorrido há dois milhões de anos.

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Segundo explicou o porta-voz do movimento, David Nascimento, "o estudo de impacte ambiental não diz que o afloramento arenítico tinha de ser demolido". "Como não é referida a necessidade da obra, é um trabalho ilegal." "O material retirado da parte submersa da Pedra Furada será depositado no aterro que vai ser feito ao lado do terminal ro-ro, devendo a qualquer momento arrancar os trabalhos de dragagens", disse David Nascimento.

As dragagens têm um custo de 25 milhões de euros. Segundo o Estudo de Viabilidade Económica e Financeira, é um investimento "claramente rentável". Contudo, os potenciais danos levaram uma plataforma de associações a lançar uma petição contra o projeto que não apresenta o impacto económico para a região.

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A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, defende as dragagens e, em fevereiro, afirmou ao jornal ‘i’ que as mesmas "estão sustentadas em estudos de entidades de gente credível".

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