Eclipse solar visível da Gronelândia às Baleares
Espetáculos vão juntar milhares para ver 'anel de fogo'.
O eclipse solar total poderá ser visto no dia 12 em vários pontos da Europa e também do Atlântico Norte. O chamado 'anel de fogo' em que a Lua irá tapar o sol será visível na Gronelândia, mais tarde na Islândia, entrando no continente Europeu pela Galiza (Espanha).
No país vizinho a linha de visibilidade de 100% irá percorrer todo o território, podendo também ser vista nas ilhas Baleares.
Em Portugal, no nordeste transmontano será visível a 100%. O fenómeno terá início pelas 18h34 e o ponto máximo irá ocorre às 19h31 com uma duração de 26 segundos. Termina pelas 20h24. No resto do território do continente a visibilidade é parcial, num mínimo de 92%.
O raro fenómeno celeste leva várias cidades a organizarem iniciativas. Na Islândia duas ações esperam atrair milhares de pessoas. Em Víðistaðatún vai decorrer uma rave com a cantora Björk. No espetáculo batizado "Echolalia" não faltarão os óculos do eclipse para uma observação segura do sol.
Na península de Snæfellsnes o eclipse total terá uma duração de cerca de dois minutos e sete segundos. Aproveitando esta oportunidade única, a vila piscatória de Hellissandur organiza o festival "Iceland Eclipse", entre os dia 11 e 15.
Em Espanha, as estimativas do Governo apontam para 446 mil pessoas que se irão deslocar para ver o fenómeno. No total deverão ser gastos 342 milhões de euros, dos quais 247,29 milhões provenientes de turistas internacionais e 94,90 milhões de viajantes residentes em Espanha.
'Iberia Eclipse' é o nome de um dos maiores espetáculos, decorre em Vinuesa, na povíncia de Sória, e terá quatro palcos com uma programação musical variada.
Bem perto de Portugal, na província de Pontevedra, será organizado o Festival de Umbra à Agolada. Numa ligação entre música eletrónica e natureza, o festival tem por objetivo transformar a experiência de observar o eclipse numa experiência imersiva.
Cientistas europeus com os olhos postos no sol
A Agência Espacial Europeia (ESA) vai dedicar uma parte importante da investigação para analisar o eclipse solar total de 12 de agosto. A interação da Terra com o Sol leva os astrónomos europeus à realização de várias missões no espaço que incluem a Solar Orbiter, Smile e Proba 3. A Diretora de Ciência da ESA, Carole Mundell, observou que “um eclipse solar total é um daqueles momentos raros em que milhões de pessoas olham para o céu, despertas pela curiosidade", adiantando que "é um momento partilhado que nos conecta ao Universo e nos lembra que o desejo de explorar e compreender o espaço". “Na ESA usamos momentos como este para aproximar a ciência e a tecnologia espacial da sociedade, no sentido de inspirar futuras gerações”, acrescentou.
Astronomia estabelece pontes
Pedro Ruiz-Castell, professor de História da Ciência na Universidade de Valência (UV) explicou que “foi durante a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial, com a Espanha numa posição “desconfortável”, que a astronomia se tornou um instrumento de “diplomacia científica”, um canal para manter contactos internacionais.
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