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Sol dá pontapé de saída a série de eclipses ibéricos

Desde 12 de agosto e até janeiro de 2028, Portugal verá três destes fenómenos. Todos serão diferentes entre si.

02 de agosto de 2026 às 01:30

Quando o Sol se esconder por trás da Lua, já no próximo dia 12, inicia-se uma tríade de 'eclipses ibéricos', com vários destes fenómenos a acontecerem até 2028. Todos serão visíveis em Portugal, ainda que só este ano se consiga testemunhar de forma total. 

Depois de acontecer o primeiro eclipse total do Sol visível em Portugal (um fenómeno tão raro que se verá pela primeira vez em mais de um século), o País poderá testemunhar mais dois nos próximos anos. O primeiro acontece já em 2027 e, tal como no ano seguinte, será visível apenas de forma parcial. A 2 de agosto do próximo ano, a Lua vai 'tapar' novamente o Sol e, ao contrário do que acontecerá no dia 12, o fenómeno será mais visível no sul do País (agora, só em Rio de Onor e Guadramil, no concelho de Bragança, se conseguirá ver a totalidade). Como se trata de um eclipse parcial, o dia não passará totalmente a noite, mas o Sol será 'comido' parcialmente pela Lua. Ao contrário do eclipse total da próxima semana, o de 2027 será observável da parte da manhã: o início está previsto para as 8h33, terminando às 10h58. Com o Sol uma duração prevista de mais de seis minutos em alguns pontos de Espanha e também no norte de África, é já tido como um dos maiores eclipses do século.

Passados menos de seis meses deste eclipse, a 26 de janeiro de 2028, Portugal vai ver outro eclipse solar. No caso, é anular e será mais visível no Algarve e na Madeira. Nestes dois pontos, será visto, de forma perfeita, o chamado 'anel de fogo'. No resto do País, será observado um eclipse parcial muito profundo. E, tal como o eclipse deste ano, acontecerá ao final da tarde. Se as condições forem boas para a observação, o fenómeno inicia-se pelas 15h31, atinge o máximo pelas 16h54 e termina quatro minutos depois, às 16h58.

Será então o fim desta série de eclipses sucessivos nos céus de Portugal. Apesar de haver a possibilidade de se ver mais um em 2030, ainda não é certo que tal aconteça. Na verdade, o último eclipse que causou obscurecimento visível no País aconteceu em março de 2015. Nessa altura, a Lua cobriu cerca de 60% a 70% do Sol. Agora, a menor percentagem de visibilidade no continente será de 93%, no Algarve.

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