Edifícios de Lisboa vão ter uma “ficha de resiliência” sísmica
Primeiros resultados do estudo de avaliação sobre a resistência sísmica dos edifícios são esperados no primeiro trimestre de 2023.
A Câmara de Lisboa vai disponibilizar uma “ficha de resiliência” com informação à população sobre os edifícios, disse a geóloga Cláudia Pinto, que coordena um projeto municipal de promoção da resiliência sísmica, o Resist.
A perita acrescentou que os primeiros resultados do estudo de avaliação sobre a resistência sísmica dos edifícios pedido ao Instituto Superior Técnico são esperados no primeiro trimestre de 2023.
A câmara já havia anunciado a criação da aplicação AGEO - Plataforma Atlântica para a Gestão do Risco Geológico, através da qual as pessoas vão poder reportar situações de risco que se localizem nas imediações da zona onde residem, estudam ou trabalham.
Mais do que os riscos como sismos, tsunamis ou deslizamentos de terra, a autarquia pretende envolver a população na deteção dos riscos típicos do contexto urbano, que resultam, por exemplo, da construção de casas ou de túneis.
“Tudo isso descomprime o solo e às vezes tem efeitos à superfície”, refere a geóloga.
Lisboa “é muito vulnerável”, com exceção das zonas onde existem formações rochosas”, descreve, acrescentando a agravante de ter sido “muito explorada para recursos não minerais”, com uma cartografia com areeiros, pedreiras, aterros e aluviões.
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