Empresa que desenvolveu plataforma para classificação de exames garante que seguiu especificações do Governo
BLAT afirma que "desenvolveu plataforma de classificação para o IAVE/EduQA, sendo responsável pelo seu desenho e desenvolvimento, de acordo com as especificações definidas pelo IAVE/EduQA, intervindo mediante solicitação deste".
A empresa que desenvolveu a plataforma utilizada para classificar os exames nacionais diz que seguiu as especificações definidas pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e intervém no sistema "mediante solicitação".
"A BLAT desenvolveu a plataforma de classificação para o IAVE/EduQA, sendo responsável pelo seu desenho e desenvolvimento, de acordo com as especificações definidas pelo IAVE/EduQA, intervindo mediante solicitação deste", refere a empresa, numa resposta à agência Lusa.
Pela primeira vez este ano, as provas dos 11.º e 12.º anos, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.
Nesse processo, as folhas de resposta são primeiro digitalizadas e carregadas na plataforma de processamento e tratamento das provas, da responsabilidade do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), e só depois carregadas na plataforma de distribuição e classificação.
Segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação, a BLAT foi a única entidade externa envolvida no processo, enquanto empresa responsável por desenvolver a plataforma de distribuição e classificação, utilizada desde 2018, na altura sob orientação do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) (entidade, entretanto, extinta e cujas funções foram assumidas pelo recém-criado EduQA).
Desde o início do processo de classificação dos exames, os sistemas informáticos têm apresentado problemas, sobretudo relacionados com a digitalização das provas.
Para resolver as falhas na plataforma de processamento e tratamento dos exames, o EduQA solicitou, recentemente, o apoio de uma consultora externa -- a Deloitte -- que, segundo o ministro, está também a acompanhar as restantes fases do processo.
Questionada sobre a natureza da sua intervenção atualmente, a empresa responsável pela plataforma de classificação disse apenas que intervém "mediante solicitação" do EduQA e afastou quaisquer responsabilidades nos erros de digitalização.
"A BLAT não é responsável pela digitalização das provas, controlo de qualidade, submissão de ficheiros, gestão de utilizadores, definição de que provas são classificadas, quando o são ou por quem, nem por quaisquer outros procedimentos operacionais do processo de classificação", refere a empresa.
Na resposta à Lusa, a BLAT explica que a plataforma "limita-se a disponibilizar aos classificadores os ficheiros tal como os recebe dos sistemas externos e disponibiliza as provas quando a entidade competente assim o entender".
Na segunda-feira, a plataforma esteve em manutenção durante várias horas, devido a uma "fragilidade" na segurança do sistema, segundo explicou o ministro da Educação.
O sistema voltou a estar indisponível esta quarta-feira, entre as 00h00 e as 02h00, período em que foi alvo de uma nova manutenção "para otimizar processos", justificou Fernando Alexandre.
Questionado sobre as duas intervenções técnicas no sistema, a BLAT não esclareceu os motivos, nem o seu papel na identificação e resolução dos problemas.
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