Enfermeiros avançam para greve nacional
Profissionais do setor público avançam para uma paralisação nos dias 22 e 23 de março.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou esta quinta-feira uma greve nacional no setor público nos dias 22 e 23 de março. Em causa, denunciam os profissionais, está a falta de resposta do Governo à "carência estrutural" de pessoal nas instituições.
O SEP acusa ainda o Ministério da Saúde de falhar no cumprimento dos compromissos assumidos em outubro do ano passado, como a atribuição de um suplemento remuneratório para enfermeiros especialistas, no valor de 150 euros, a ser pago em janeiro de 2018; a revisão da carreira de enfermagem e ainda o pagamento de trabalho extraordinário.
A greve não tem, para já, o apoio da Federação Nacional dos Sindicatos de Enfermeiros (FENSE). "Queremos dar mais uma oportunidade ao ministro da Saúde [Adalberto Campos Fernandes] para se redimir", disse ao Correio da Manhã José Correia Azevedo, presidente da FENSE.
A greve convocada pelo SEP é, no entanto, apoiada pela Ordem dos Enfermeiros (OE), que adverte para que "não se repita a marcação de faltas injustificadas como aconteceu na anterior greve, em setembro" do ano passado, pode ler-se no comunicado enviado pela OE.
PORMENORES
SEP dá prazo até hoje
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses deu um prazo até hoje, ao Ministério da Saúde, para apresentar propostas e marcar reuniões.
Governo não dá resposta
Ao CM, o Ministério da Saúde garantiu que "continuará a negociar com as estruturas representativas dos profissionais" de enfermagem.
Médicos em protesto
A Ordem dos Médicos e um grupo de recém-especialistas entregaram ontem uma carta aberta no Parlamento contra a não abertura de concursos.
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