Enfermeiros mantêm a ameaça de greve

Encontro de ontem serviu para rever questões técnicas.

17 de agosto de 2017 às 09:42
Enfermeiros esperam acordo. Caso contrário “a luta irá endurecer”, dizem Foto: Inácio Rosa / Lusa
Enfermeiros Foto: Getty Images
Enfermeiros especialistas ameaçam prestar apenas cuidados básicos até passarem a ser remunerados pela categoria Foto: iStockPhoto

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A Federação dos Sindicatos dos Enfermeiros (FENSE) mantém a ameaça de greve caso não haja acordo com o Ministério da Saúde até 1 de setembro.

Segundo José Correia Azevedo, presidente do Sindicato dos Enfermeiros, o encontro de duas horas de ontem, o quarto sobre o mesmo motivo com a tutela, serviu para apurar questões técnicas.

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"Falta a decisão política", referiu José Correia Azevedo, acrescentando que aguardam uma resposta até 1 de setembro. "Caso contrário, a luta irá endurecer" e admitindo até a hipótese de abandono das instalações hospitalares.

Em cima da mesa está um acordo coletivo de trabalho para a carreira especial de enfermagem. Entre as exigências dos enfermeiros está a uniformização entre os profissionais com contrato individual de trabalho (CIT) e contrato de trabalho em funções públicas (CTFP), ao nível dos horários de trabalho (35 horas/semana), e da criação da categoria de Enfermeiro Especialista e dos respetivos procedimentos concursais para recrutamento e progressão.

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Junta-se ainda a revisão das hierarquias de Enfermagem Diretor de Serviço, Diretor de Área, Diretor de Instituição, assim como as respetivas tabelas remuneratórias.

Está marcada nova reunião para dia 23 de agosto, quarta-feira.

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