Enfermeiros mantêm a ameaça de greve
Encontro de ontem serviu para rever questões técnicas.
A Federação dos Sindicatos dos Enfermeiros (FENSE) mantém a ameaça de greve caso não haja acordo com o Ministério da Saúde até 1 de setembro.
Segundo José Correia Azevedo, presidente do Sindicato dos Enfermeiros, o encontro de duas horas de ontem, o quarto sobre o mesmo motivo com a tutela, serviu para apurar questões técnicas.
"Falta a decisão política", referiu José Correia Azevedo, acrescentando que aguardam uma resposta até 1 de setembro. "Caso contrário, a luta irá endurecer" e admitindo até a hipótese de abandono das instalações hospitalares.
Em cima da mesa está um acordo coletivo de trabalho para a carreira especial de enfermagem. Entre as exigências dos enfermeiros está a uniformização entre os profissionais com contrato individual de trabalho (CIT) e contrato de trabalho em funções públicas (CTFP), ao nível dos horários de trabalho (35 horas/semana), e da criação da categoria de Enfermeiro Especialista e dos respetivos procedimentos concursais para recrutamento e progressão.
Junta-se ainda a revisão das hierarquias de Enfermagem Diretor de Serviço, Diretor de Área, Diretor de Instituição, assim como as respetivas tabelas remuneratórias.
Está marcada nova reunião para dia 23 de agosto, quarta-feira.
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