Eutanásia divide as bastonárias

Maria Augusta Sousa critica declarações de Ana Rita Cavaco.

05 de março de 2016 às 18:57
Eutanásia, bastonárias, polémica, Maria Augusta Sousa, Ana Rita Cavaco, Serviço Nacional de Saúde Foto: Vítor Mota / Mariline Alves
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A ex-bastonária da Ordem dos Enfermeiros, no período 2004-2011, Maria Augusta Sousa, criticou a atual bastonária, Ana Rita Cavaco, por causa das declarações sobre a eutanásia. Ana Rita Cavaco afirmou haver médicos que sugeriram administrar insulina a doentes para lhes provocar um coma insulínico, em hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Em carta enviada à atual bastonária, Maria Augusta Sousa afirma que não se pode confundir "fragilidades organizativas ou operacionais" dos hospitais e/ou outras instituições com a prática de eutanásia. Maria Augusta Sousa considera que se não for feito esse esforço de clarificação, contribui-se para um discurso que tem vindo a fazer caminho, o da "descredibilização do SNS". A antiga bastonária garante ainda que nem ela nem Germano Couto, que lhe sucedeu, tiveram acesso a "qualquer informação ou suspeita sobra prática ou proposta de prática de eutanásia". Ao CM, Ana Rita Cavaco recusou comentar o teor da carta, alegando desconhecer o conteúdo.

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Ana Rita Cavaco adiantou, contudo, haver situações que colocam em causa a segurança do doente. "No dia 2 entreguei na Inspeção-Geral das Atividades em Saúde uma lista de doze hospitais públicos e privados onde o rácio de enfermeiro para doente está abaixo do que é considerado dotação segura",

Segundo a bastonária, num hospital público, que recusou identificar, há um enfermeiro para oito camas de crianças e numa outra unidade há um enfermeiro para 80 doentes.

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