Exigem explicações sobre maus-tratos
Grupo de pais e amigos da instituição querem apurar denúncia.
A diretora técnica e uma educadora do Lar de Infância e Juventude da Casa do Menino Jesus, Covilhã, foram constituídas arguidas por suspeitas de maus-tratos a utentes internados na instituição. Um grupo de pais e amigos da unidade exigem explicações.
O lar, que acolhe crianças referenciadas pela Segurança Social, começou a ser investigado após a fuga de uma menina de 16 anos em março último. Depois de encontrada pelas autoridades a dormir numa casa abandonada nos arredores da cidade, a menor relatou ao Ministério Público e à Polícia Judiciária episódios de violência física e psicológica como "um quarto escuro onde as crianças eram postas quando se comportavam mal, agressões a uma menina autista, humilhações aos internados e, por vezes, comida imprópria para consumo ou mesmo falta de alimentação".
Em comunicado, a direção da Casa do Menino Jesus relativiza as acusações e refere que, após reunião em 20 de junho, abriu um procedimento de averiguações interno na sequência de "informações que circulam na instituição acerca de comportamentos e atuações menos adequadas ou próprias, quer dos utentes, quer no tratamento e acompanhamento dos menores a cargo do Lar de Infância e Juventude".
A resposta não agradou a um grupo de pais e amigos da instituição, que exigem respostas sobre o caso.
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