Falhas no exame de Filosofia classificadas como "dificuldades prontamente resolvidas"

Ministério da Educação esclareceu que foram registados 245 pedidos de reapreciação em 14368 provas realizadas.

30 de julho de 2025 às 21:25
Exames foram realizados, segundo o ministério da Educação, de uma forma muito positiva. Foto: CMTV
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Professores que corrigiram o exame nacional de Filosofia do 11º ano admitem que possam ter ocorrido falhas, segundo denuncia enviada à Associação Jurídica pelos Direitos Fundamentais. Entre as falhas referidas estão exames que desapareceram do sistema, folhas em branco ou respostas cortadas a meio,  avançou o jornal on-line "Observador".

"Tratando-se de um processo inovador realizado pela primeira vez, é natural a existência de algumas dificuldades e dúvidas, prontamente resolvidas e esclarecidas pelo Júri Nacional de Exames e pelo Instituto de Avaliação Educativa", avançou o ministério da Educação.

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A este respeito, avançou o ministério, "cumpre informar que os professores classificadores tiveram acesso em tempo útil à plataforma de classificação e supervisão do IAVE (PCS). Foi também disponibilizado um manual do professor classificador de Filosofia na PCS e um documento com FAQs. Nos casos em que estes instrumentos não foram suficientes para esclarecer os classificadores, são disponibilizados contactos telefónicos e de correio eletrónico do JNE e do IAVE para dar todo o apoio necessário aos professores".

Esclarece ainda que "foram reportados ao IAVE, em sede de supervisão, algumas dúvidas por parte dos professores classificadores sobre as respostas apresentadas pelos alunos, tendo-se verificado que, na maioria das dúvidas reportadas, não se comprovou qualquer motivo para intervenção".

Para o ministério da Educação verificou-se "um processo muito positivo este ano". E no próximo ano "serão introduzidas as melhorias qualitativas consideradas necessárias".

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Dados do ministério indicam que este ano, em relação à 1.ª fase, foram registados 380 pedidos de reapreciação, em 20.335 provas realizadas, ou seja, 1,9%.

No ano passado, foram registados 245 pedidos de reapreciação em 14.368 provas realizadas, correspondente a 1,7% das provas.

A média nacional de reapreciações é, ao longo dos anos, de cerca de 2%.

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