Falhas no exame de Filosofia classificadas como "dificuldades prontamente resolvidas"
Ministério da Educação esclareceu que foram registados 245 pedidos de reapreciação em 14368 provas realizadas.
Professores que corrigiram o exame nacional de Filosofia do 11º ano admitem que possam ter ocorrido falhas, segundo denuncia enviada à Associação Jurídica pelos Direitos Fundamentais. Entre as falhas referidas estão exames que desapareceram do sistema, folhas em branco ou respostas cortadas a meio, avançou o jornal on-line "Observador".
"Tratando-se de um processo inovador realizado pela primeira vez, é natural a existência de algumas dificuldades e dúvidas, prontamente resolvidas e esclarecidas pelo Júri Nacional de Exames e pelo Instituto de Avaliação Educativa", avançou o ministério da Educação.
A este respeito, avançou o ministério, "cumpre informar que os professores classificadores tiveram acesso em tempo útil à plataforma de classificação e supervisão do IAVE (PCS). Foi também disponibilizado um manual do professor classificador de Filosofia na PCS e um documento com FAQs. Nos casos em que estes instrumentos não foram suficientes para esclarecer os classificadores, são disponibilizados contactos telefónicos e de correio eletrónico do JNE e do IAVE para dar todo o apoio necessário aos professores".
Esclarece ainda que "foram reportados ao IAVE, em sede de supervisão, algumas dúvidas por parte dos professores classificadores sobre as respostas apresentadas pelos alunos, tendo-se verificado que, na maioria das dúvidas reportadas, não se comprovou qualquer motivo para intervenção".
Para o ministério da Educação verificou-se "um processo muito positivo este ano". E no próximo ano "serão introduzidas as melhorias qualitativas consideradas necessárias".
Dados do ministério indicam que este ano, em relação à 1.ª fase, foram registados 380 pedidos de reapreciação, em 20.335 provas realizadas, ou seja, 1,9%.
No ano passado, foram registados 245 pedidos de reapreciação em 14.368 provas realizadas, correspondente a 1,7% das provas.
A média nacional de reapreciações é, ao longo dos anos, de cerca de 2%.
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