Falta de incubadoras obriga grávida de risco a ir de Faro para a Amadora
Médicos queriam forçar o parto mas incubadoras estavam ocupadas.
A falta de uma incubadora disponível levou a que uma mulher de 23 anos grávida de 32 semanas de gestação, com problemas de saúde, fosse transferida do hospital de Faro para o Amadora-Sintra. O parto acabou por ser realizado já nesta unidade e o recém-nascido, prematuro, está no serviço de neonatologia, com prognóstico muito reservado.
O caso aconteceu na sexta-feira, ao final do dia. A equipa médica do hospital de Faro que acompanhava a grávida considerou que seria necessário forçar o parto, por a jovem apresentar sintomas semelhantes a uma pré-eclâmpsia (hipertensão). Como todas as 10 incubadoras da unidade estavam ocupadas, foi decidido acionar a transferência. Segundo o CM apurou, a mulher chegou ao Amadora-Sintra pelas 22h00. O parto só foi realizado na manhã seguinte.
Esta segunda-feira, ficou a saber-se que os hospitais vão poder contratar 1424 profissionais (552 enfermeiros, 162 assistentes técnicos e 710 assistentes operacionais) para, diz Francisco Ramos, secretário de Estado Adjunto e da Saúde, repor a "capacidade que tinha sido afetada com a passagem para as 35 horas".
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