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Infarmed proíbe remédio para a esclerose por provocar malformações

Autoridade Nacional do Medicamento proíbe a toma do fármaco Gilenya a grávidas.

04 de agosto de 2019 às 10:42

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) decidiu proibir a toma do remédio Gilenya - usado para tratar a esclerose múltipla (EM) - a grávidas e mulheres em idade fértil que não estejam a utilizar um método contracetivo eficaz.

As novas restrições surgem depois de a Agência Europeia do Medicamento ter recebido "notificações pós-comercialização que sugerem que o risco de malformações congénitas em crianças expostas ao Gilenya durante a gravidez é duas vezes mais elevado quando comparado com o risco na população em geral", pode ler-se no comunicado do Infarmed.

De acordo com o documento da autoridade, as denúncias dão conta de malformações que afetam o coração, os rins, os ossos e os músculos. Ao Correio da Manhã, o presidente da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, Alexandre Guedes da Silva, explica que esta é uma situação "preocupante, mas não dramática".

"Felizmente em Portugal temos mais de uma dúzia deste tipo de medicamentos modificadores da doença, o que faz com que existam outras opções para estas mulheres. Ainda há pouco tempo, o Betaferon, que estava contraindicado para grávidas, deixou de estar", acrescenta.

Há 13 medicamentos aprovados em Portugal

PORMENORES

Doença degenerativa

A esclerose múltipla é uma doença crónica e degenerativa. Surge normalmente entre os 20 e os 40 anos.

Teste de gravidez

As mulheres que iniciem a toma do remédio têm de ter um teste de gravidez com resultado negativo e utilizar método contracetivo eficaz durante o tratamento e até 2 meses após o fim.

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