Farmacêuticos recusam vender remédios baratos
Os farmacêuticos não querem ser obrigados a vender aos doentes os medicamentos mais baratos do mercado. <br/><br/>
Esta posição é defendida pelo bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Carlos Maurício Barbosa, num parecer entregue ao Ministério da Saúde, que contraria a proposta de lei do Governo que está para aprovação na Assembleia da República.
A proposta do Governo vai no sentido de obrigar as farmácias a ter três dos cinco medicamentos mais baratos de cada substância activa. Mas os farmacêuticos argumentam que a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) inclui inúmeros remédios "que efectivamente não se encontram disponíveis no mercado". O que pode levar "a que a informação prestada ao utente recaia sobre os três medicamentos que não estão a ser comercializados".
Logo, o bastonário dos farmacêuticos defende que "a informação a prestar ao doente recaia sobre o que se encontra na farmácia, com a mesma substância activa."
Aos farmacêuticos "não parece minimamente aceitável que exista a obrigação de a farmácia dispensar o medicamento de menor preço do mercado".
Esta posição surge numa altura em que o Governo quer avançar com a prescrição por Denominação Comum Internacional e com a redução das percentagens de lucro das farmácias.
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