Federação nega intervenção de pescadores na morte de tubarão em Rabo de Peixe

Animal foi espancado até à morte em porto de pesca. Federação Açoriana do setor afirma que autores da agressão são "grupo de indivíduos que não são pescadores profissionais".

06 de maio de 2026 às 14:03
Federação das Pescas dos Açores considera "incorreta e irresponsável a associação destes comportamentos à classe piscatória"
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A Federação das Pescas dos Açores (FPA) condenou esta quarta-feira a "violência sobre um tubarão" em Rabo de Peixe e rejeita a "ligação [do caso] ao setor das pescas", uma vez que os pescadores não compactuam com maus-tratos.

A FPA, em comunicado, referiu que as imagens divulgadas, "evidenciando atos de violência sobre o animal", são "profundamente lamentáveis e merecem a mais veemente condenação".

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No dia 30 de abril, o PAN/Açores manifestou o seu "veementemente repúdio" pela "violenta morte" de um tubarão no porto de pesca da freguesia de Rabo Peixe, na ilha de São Miguel, que afirma ter sido transmitida através de um vídeo.

A ONG Animal participou, entretanto, ao Ministério Público a morte do tubarão no porto de Rabo de Peixe, anunciou a organização.

A Federação das Pescas dos Açores assegurou esta quarta-feira que os pescadores açorianos "não praticam, nem compactuam com atos de maus-tratos ou mutilação de animais".

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"Estas atitudes violam a legislação em vigor e são incompatíveis com as boas práticas que norteiam o setor, no âmbito do princípio de pesca responsável. É falso que o animal tenha sido capturado em alto-mar e, posteriormente, transportado para terra por pescadores da região, até porque caso o tivesse sido, muito dificilmente chegaria vivo a terra", acrescentou a FPA.

De acordo com a FPA, o tubarão encontrava-se "há vários dias a circular no interior do porto de Rabo de Peixe, tendo sido recolhido nesse local, facto comprovado pelas imagens divulgadas".

"A FPA adianta que "o tubarão com cerca de três metros foi recolhido por um grupo de indivíduos que não são pescadores profissionais, ainda que nada justifique os atos que se seguiram".

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A organização considera "incorreta e irresponsável a associação destes comportamentos à classe piscatória".

O exemplar em causa "não pertence à espécie mako (Isurus oxyrinchus), mais conhecido por rinquim, mas sim à espécie conhecida como tubarão-areia do género Odontaspis", sendo que a espécie "não tem nenhum estatuto de conservação para os Açores".

Segundo a FPA, "existem apenas 18 ocorrências documentadas desde 1991 na região, sendo a sua captura sempre de natureza acidental/pesca acessória".

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A FPA solicitou às autoridades a "célere investigação dos factos, a responsabilização dos eventuais envolvidos e a reposição da verdade, salvaguardando o bom nome dos pescadores açorianos, cuja atividade assenta em elevados padrões de responsabilidade, legalidade e sustentabilidade".

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