Marcelo leva mais turistas às praias fluviais da Beira
Impacto da visita de três dias do Presidente da República é visível nas praias fluviais dos distritos de Viseu e Coimbra.
Um dia depois de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, terminar as férias nas zonas afetadas pelos incêndios de outubro, na região Centro, era visível o impacto desta visita na afluência às praias fluviais. "Já tivemos aqui um grupo de amigos que não conhecia a praia e visitou-a porque no dia anterior o Presidente passou por aqui", conta ao CM João Simões, sócio-gerente do bar da praia fluvial da Bogueira, em Casal Ermio, no concelho da Lousã.
Marcelo vai a banhos em praia fluvial
Ao longo de três dias Marcelo Rebelo visitou dez praias fluviais, sempre de mochila às costas, dos distritos de Coimbra e Viseu. No final deixou o desafio aos portugueses para visitarem a zona. João Simões tem esperança de que muitos respondam ao convite: "Deu uma grande visibilidade à praia e acredito que, no futuro, trará visitantes que nem sabiam da existência destes locais".
Na praia fluvial do Reconquinho, em Penacova, Dília Figueiredo partilha da mesma opinião: "A ideia do Presidente foi boa. É uma forma de tornar conhecidas estas zonas do Interior que são lindíssimas." Residente em Lisboa, Dília Figueiredo visita com frequência a região Centro. Considera positivos todos os esforços na divulgação das zonas afetadas pelos fogos de outubro de 2017 e acredita que o aumento de visitantes conseguirá "evitar muita tragédia".
Marcelo parte esta quarta-feira para as tradicionais férias no Algarve.
Levar o mundo a conhecer a zona
Ao longo de três dias Marcelo Rebelo de Sousa visitou dez praias fluviais nos distritos de Coimbra e Viseu, onde diz ter encontrado populações "muito motivadas". O objetivo da viagem passa por levar "o Mundo" e "o resto do País" a conhecer a zona .
"Captar pessoas deve ser prioridade nacional"
A afluência de turistas à região Centro é considerada "absolutamente fundamental" por Pedro Machado, presidente da Entidade Regional do Turismo do Centro de Portugal, para ajudar a reabilitar uma zona que ainda está a reerguer-se após os incêndios de outubro. Nesse contexto, a visita do Presidente da República tem, em seu entender, um duplo simbolismo: "Por um lado o apelo que fez aos portugueses para visitarem a região e por outro a sua preocupação com territórios com problemas de fixação, quer de empresas quer de pessoas."
Ao defender que a atividade turística "pode ser uma ferramenta poderosa na coesão nacional e territorial", Pedro Machado considera que "captar pessoas para estes territórios deve ser uma prioridade nacional". E lembra que o Centro tem produtos singulares para atrair novos fluxos turísticos.
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