Fosso salarial agravado prejudica mulheres

Portugal foi o país da União Europeia onde a diferença mais se acentuou a favor dos homens.

08 de março de 2018 às 01:30
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Portugal foi o país da União Europeia (UE) em que o fosso salarial entre homens e mulheres mais cresceu no período de 2011 a 2016, revelou o Eurostat na véspera do Dia Internacional da Mulher, que se comemora esta quinta-feira .

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De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, nesse período a diferença média entre salários de homens e mulheres em Portugal cresceu 4,6 pontos percentuais, passando de 12,9 para 17,5 por cento. Posto de outra forma, uma mulher em Portugal ganha, em média, 82,5 por cento do salário de um homem. A diferenciação salarial de género acentuou-se, neste período, em 10 países da UE e diminuiu em 18. A média da União Europeia é agora de 16,2 por cento, tendo havido uma redução de 0,6 pontos percentuais no período em análise.

As diferenças salariais entre géneros variam desde os cerca de 5 por cento registados na Roménia e em Itália, para os mais de 25% na Estónia, seguida de perto pela República Checa e pela Alemanha, ambas com quase 22%.

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A Comissão Europeia também alertou Portugal para a diferença na percentagem de empregabilidade entre homens e mulheres, que ascendeu a 6,8 por cento em 2016, ainda assim abaixo da média europeia.

PORMENORES

Alerta da comissão

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A Comissão Europeia alertou que a diferenciação salarial de género em Portugal é maior entre indivíduos com níveis de educação superior.

Maior no privado

Na maioria dos países, o fosso salarial é maior no setor privado do que no público, no qual existem contratos coletivos que protegem os trabalhadores.

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