Fraude fiscal de cinco milhões

A JP Sá Couto está entre os 32 arguidos acusados de fraude e associação criminosa.

24 de setembro de 2013 às 01:00
JP Sá Couto, computadores, Magalhães, crime, fraude, milhões Foto: CMTV
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A JP Sá Couto, criadora do computador Magalhães, e outros 32 arguidos começaram a ser julgados ontem, em Lisboa, por associação criminosa e fraude fiscal superior a cinco milhões de euros.

A defesa da empresa e do seu vice-presidente, João Paulo Sá Couto, reclamou a inocência dos seus clientes. "As compras e as vendas feitas pela JP Sá Couto são absolutamente normais. O que está aqui em causa são presunções dos funcionários do Fisco, os mesmos que sempre passaram declarações de que a empresa não tem dívidas fiscais", disse a advogada Paula Lourenço.

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Em causa está um suposto esquema fraudulento, conhecido por "fraude carrossel", envolvendo 20 empresas informáticas, que tinha como objetivo evitar o pagamento do IVA. O Estado reclama da JP Sá Couto 72 mil euros relativos a alegada fuga ao Fisco entre 2001 e 2002. No total , as empresas são acusadas de desviar cinco milhões.

A acusação entende que a empresa foi contactada por um dos arguidos "para que assumisse a posição de elo final no esquema". Em contrapartida, a JP Sá Couto receberia um lucro de 4% sobre o total de mercadorias faturadas. Segundo o Ministério Público, João Paulo Sá Couto conhecia os objetivos da rede.

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