Galp estima normalização do abastecimento nas Lajes até 23 de maio

Abastecimento das aeronaves ficou em risco devido a "uma contaminação do combustível".

19 de maio de 2026 às 15:13
Base das Lajes Foto: António Araújo/Lusa
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A Galp estima que o abastecimento de combustível para aviação na Aerogare Civil das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, esteja progressivamente normalizado até 23 de maio, informou esta terça-feira fonte oficial da empresa.

Em resposta à Lusa, a Galp confirmou que um lote de combustível destinado à ilha Terceira "não cumpriu integralmente os critérios internos de qualidade aplicáveis ao combustível de aviação", tendo sido, por isso, retirado preventivamente e não colocado no mercado.

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Segundo a empresa, o produto saiu da refinaria de Sines "devidamente certificado à data da expedição", mas os indícios disponíveis apontam para uma ocorrência operacional na cadeia logística, "possivelmente associada a operações de descarga do produto por via marítima".

A petrolífera acrescentou que está ainda em curso "o apuramento das circunstâncias concretas".

A Galp indicou também que ativou de imediato os procedimentos internos de investigação para apurar as causas da ocorrência e adotou medidas para substituir o produto.

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"Em paralelo, estão a ser avaliadas medidas complementares no âmbito do controlo e monitorização da qualidade", acrescentou.

De acordo com a empresa, foram ativados em 16 de maio abastecimentos adicionais a partir de São Miguel, assegurando o envio de combustível certificado para a Aerogare Civil das Lajes, com disponibilização faseada entre esta terça-feira e 21 de maio.

A Galp adiantou ainda que está planeada para esta terça-feira a chegada à Praia da Vitória de um navio para recolher o produto não conforme e repor novo combustível JET A-1 --- combustível usado na aviação a jato --- "em cumprimento dos requisitos de qualidade aplicáveis", assegura.

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"Com base na informação atualmente disponível, estima-se a normalização progressiva da operação até 23 de maio", referiu fonte oficial da empresa.

No sábado, a CNN Portugal noticiou que durante esta semana não seria possível abastecer aeronaves na aerogare civil da Base das Lajes devido a "uma contaminação do combustível", situação que incidiria apenas sobre o tráfego aéreo civil.

No domingo, o diretor da Aerogare Civil das Lajes, Vítor Pereira, admitiu à Lusa que o combustível que chegou à Terceira "não cumpriu com os testes de qualidade e segurança que a Galp tem para o seu produto", mas afirmou não se tratar de contaminação.

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O responsável disse então que as reservas existentes permitiam garantir que a operação aérea prevista "não iria sofrer alterações", embora tivessem sido adotadas medidas de precaução.

Entre essas medidas, a aerogare pediu às companhias aéreas com destino à Terceira que voassem com mais combustível do que o habitual, para reduzir a necessidade de abastecimento local.

Também foi emitido um aviso para que emergências médicas fossem encaminhadas para Ponta Delgada enquanto a situação não estivesse normalizada.

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No domingo, o ministro da Defesa, Nuno Melo, esclareceu que não havia qualquer problema com o abastecimento de aeronaves militares na Base das Lajes.

"Na dimensão da minha área de tutela, ou seja, no que tem a ver com os combustíveis necessários às operações militares, não há qualquer problema, os combustíveis existem", afirmou Nuno Melo, em Alcobaça.

O Bloco de Esquerda dos Açores pediu entretanto "esclarecimentos imediatos" ao Governo Regional e ao Governo da República sobre a suspensão do abastecimento civil de aeronaves na Base das Lajes, considerando a situação "extremamente grave".

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