Governo dos Açores avança com plano pioneiro no país para gestão de secas

Plano de Gestão de Secas e Escassez dos Açores visa preparar a região para "enfrentar situações de escassez hídrica".

31 de março de 2026 às 23:29
Açores Foto: Manuel Teles
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O Governo Regional vai passar a contar com um Plano de Gestão de Secas e Escassez dos Açores (PSE-Açores), pioneiro no país, visando preparar a região para "enfrentar situações de escassez hídrica", anunciou esta terça-feira o secretário regional do Ambiente.

Alonso Miguel considerou que se está perante "um instrumento estratégico de planeamento pioneiro a nível nacional, que tem por objetivo preparar a região para enfrentar situações de escassez hídrica de forma organizada, preventiva e eficaz".

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Citado em nota de imprensa, o secretário regional do Ambiente e Ação Climática disse que é com "grande satisfação" que os Açores são a "primeira região do país a desenvolver e aprovar um instrumento de planeamento estratégico direcionado às questões relacionadas com a seca e escassez de água, com vista a assegurar a proteção dos açorianos, o equilíbrio dos ecossistemas e a salvaguarda das atividades económicas".

Alonso Miguel referiu que, nos Açores, "tem-se dado especial ênfase aos impactos dos fenómenos meteorológicos extremos", como as tempestades e as intempéries, que resultam "muitas vezes noutros perigos naturais, como cheias, inundações ou movimentos de vertente".

"Para além do rasto de destruição que deixam, representam uma ameaça real à segurança dos açorianos", frisou.

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O governante destacou que "existem muitos outros potenciais impactos negativos das alterações climáticas que importa ter em conta nos Açores, como a erosão costeira e a subida do nível médio da água do mar, a acidificação dos oceanos, a salinização de solos e aquíferos e, naturalmente, os episódios de seca e a escassez de água".

Apesar de os dados disponíveis apontarem para um "cenário globalmente positivo" no que respeita à disponibilidade hídrica nos Açores, Alonso Miguel referiu que "essa abundância não significa ausência de risco de escassez".

O titular da pasta do Ambiente sublinhou que "as alterações na distribuição da precipitação, a ocorrência de episódios localizados de falta de água e as limitações operacionais dos sistemas de abastecimento exigem uma abordagem cada vez mais preventiva e planeada".

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Nos Açores, cerca de 98% da água provém de origem subterrânea, colocando-se "grandes desafios do ponto de vista da captação e armazenamento deste recurso, o que reforça a necessidade de uma atuação integrada e colaborativa", segundo Alonso Miguel.

O PSE-Açores vai ser desenvolvido em articulação com o Plano de Gestão da Região Hidrográfica e o Programa Regional para as Alterações Climáticas, assentando "em três grandes eixos de atuação: adaptação, preparação e prevenção, e contingência".

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