Governo quer instalar mais 12 radares de controlo de velocidade média nas estradas portuguesas
Protocolo prevê a redução em, pelo menos, 50% do número de vítimas mortais e de feridos graves até 2030.
O Governo quer instalar mais 12 radares de velocidade média até ao final do ano e reforçar o uso de inteligência artificial na gestão de tráfego e prevenção de acidentes, anunciou esta terça-feira o secretário de Estado da Proteção Civil.
"Neste momento, estamos a fazer esta avaliação através da ANSR, para que possamos, com a introdução destes mais 12 pontos de controlo de velocidade média, garantir que [os novos pontos de controlo] sejam entendidos como elementos de prevenção e que possam garantir que as pessoas cumprem com as regras que estão estabelecidas" disse Rui Rocha na cerimónia de assinatura de um protocolo para reduzir a sinistralidade, que teve lugar nas instalações da Lusoponte, empresa que explora as travessias do Tejo na ponte 25 de abril e na ponte Vasco da Gama, no Montijo, distrito de Setúbal.
"O que nós pretendemos é uma diminuição da sinistralidade", disse o governante, lembrando que no passado mês de dezembro o Observatório da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) apresentou um estudo em que identificou um conjunto de "pontos críticos nas estradas portuguesas".
O secretário de Estado da Proteção Civil falava aos jornalistas após a assinatura do protocolo "Visão Zero -- Mais Cidadania para as Estradas de Portugal" entre a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e a Lusoponte, que visa atingir o objetivo de zero vítimas mortais e zero feridos graves em acidentes rodoviários até 2050.
O protocolo prevê também a redução em, pelo menos, 50% do número de vítimas mortais e de feridos graves até 2030, tendo por referência os dados de 2019, o que significaria a redução do número de vítimas mortais nas estradas portuguesas para um máximo de 313 pessoas em 2030.
Questionado pelos jornalistas, o secretário de Estado Rui Rocha esclareceu que a expansão dos radares visa reduzir a sinistralidade, à semelhança dos resultados obtidos pela Lusoponte - zero vítimas mortais em 2025 -, mas admitiu que a "localização dos novos equipamentos ainda está em estudo pela ANSR, no âmbito da identificação de pontos críticos na rede viária".
Rui Rocha salientou também o potencial da inteligência artificial para melhorar o controlo do tráfego e a prevenção de acidentes, adiantando que estão em curso contactos com a área governativa da digitalização para integrar inovação tecnológica nestes sistemas.
O governante reconheceu, no entanto, que mais importante do que as medidas preventivas com recurso à inteligência artificial é o comportamento dos automobilistas, lembrando que um terço das mortes nas estradas está associado ao excesso de velocidade.
Rui Roca recordou ainda que uma em cada quatro vítimas mortais conduzia com excesso de álcool no sangue e que o manuseamento do telemóvel durante a condução "quadruplica a probabilidade de acontecer um acidente".
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