Greve de professora em Gondomar deixa 200 alunos sem prova de aferição

Até ao momento não foi possível uma reação da direção da escola.

02 de junho de 2023 às 15:56
Crianças, alunos, escola xxx, escola, Foto: andré guerreiro
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A greve da professora detentora da 'password' da prova de aferição de Português, impediu esta sexta-feira cerca de 200 alunos do 5.º ano da Escola Júlio Dinis, em Gondomar, de a fazer, denunciou à Lusa a associação de pais.

Segundo Ana Melo, presidente daquela associação, "os alunos foram surpreendidos hoje de manhã com a informação da greve da professora responsável pelos códigos de acesso à prova".

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"É a primeira vez que acontece nesta escola. A prova de aferição de Educação Física decorreu normalmente, mas atendendo à greve nacional de professores anunciada para 06 de junho e que vai coincidir com os exames nacionais, a situação torna-se preocupante", afirmou a representante dos encarregados e educação.

Ana Melo confirmou ter sido a "falta da professora coadjuvante" a provocar a situação, tendo a escola "afixado hoje de manhã o aviso da greve" que surpreendeu os alunos das dez turmas em aferição.

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"Disseram-me que há outras escolas no concelho onde aconteceu a mesma situação, mas não me disseram quais são", acrescentou.

Perante esta situação, Ana Melo questiona "onde está o direito à educação consagrado na Constituição Portuguesa".

Frisando que não quer "beliscar os direitos dos professores", afirmou que "os alunos têm direito à educação e o que está a acontecer é um atentado à escola pública".

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"Temos uma das melhores escolas públicas do país, mas não estão a ser respeitados os direitos do alunos e isso complica-nos a situação, pois sendo os nossos filhos educados através do exemplo, começa a ser difícil motivar os meus filhos para estudar, porque a resposta deles é que vai haver greve [aos exames nacionais]", alertou Ana Melo.

A Lusa tentou uma reação da direção da escola, mas até ao momento não foi possível.

O cronograma do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) definiu que a 24 de maio os alunos do 8.º ano cumprissem a "componente de Observação e Comunicação Cientifica da prova de Ciências Naturais e Físico Química" e a 2 de junho os alunos do 5.º ano façam a prova de Português.

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Seguem-se as provas de Ciências Naturais e Físico Química (8.º ano), História e Geografia de Portugal (5.º ano) e Matemática (8.º ano) e só a 15 de junho chegam as provas do 2.º ano em formato digital: primeiro Português e Estudo do Meio e a 20 de junho Matemática e Estudo do Meio.

As primeiras provas digitais foram testadas pelo IAVE em 2018 por alunos do 8.º ano que fizeram um teste de Matemática e, no ano passado, realizou-se um projeto piloto com seis mil alunos dos 2.º, 5.º e 8.º anos.

Este ano, será a vez de um grupo de alunos do 9.º ano testar as provas digitais, para que em 2024 sejam universais para todos os finalistas do 3.º ciclo.

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A primeira fase das provas finais do 9.º ano realizam-se em 16 de junho (Matemática) e em 23 de junho (Português), altura em que já terão começado os exames nacionais do secundário.

Os exames dos cerca de 150 mil alunos do secundário inscritos nas provas dos 11.º e 12 anos arrancam em 19 de junho, com as disciplinas de Português, Italiano e Mandarim e terminam em 3 de julho com Geometria Descritiva A e História B.

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