Greve dos enfermeiros obriga hospitais a emitirem 2600 cheques-cirurgia

SEP anuncia nova paralisação de quatro dias em janeiro.

20 de dezembro de 2018 às 08:55
A greve cirúrgica, que começou a 22 de novembro, já levou ao cancelamento de mais de cinco mil operações Foto: Lusa
Greve dos enfermeiros Foto: Lusa
Greve dos enfermeiros em Coimbra Foto: Lusa
Greve dos enfermeiros em Coimbra Foto: Lusa
Greve de enfermeiros em Lisboa Foto: Lusa

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A greve cirúrgica dos enfermeiros, iniciada a 22 de novembro, já obrigou os hospitais a emitir 2600 cheques-cirurgia para enviar doentes para outras unidades.

O número foi avançado esta quarta-feira por Mário Centeno, ministro das Finanças, na comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social, que referiu terem sido canceladas mais de cinco mil operações, muito abaixo das 9 mil anunciadas pelos sindicatos de enfermeiros.

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A "greve cirúrgica" está a decorrer nos blocos operatórios dos Centros Hospitalares Universitários do Porto, S. João, Coimbra e Lisboa Norte e no Centro Hospitalar de Setúbal. Este protesto está previsto durar até 31 de dezembro.

A reunião de amanhã com a ministra da Saúde, Marta Temido, que convocou todos os sindicatos dos enfermeiros para fazer uma reflexão sobre o atual quadro da área da saúde, pode surpreender e levar à suspensão do protesto antes da data prevista.

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Foi, aliás, a garantia da ministra de negociar salários em janeiro que levou a Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros a desmarcar a greve geral de 26,27 e 28 de dezembro. Mas ainda há muita tensão, especialmente porque o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou uma nova greve nacional, de quatro dias, para janeiro.

Devido à "greve cirúrgica", os deputados da Comissão de Saúde convocaram representantes das ordens dos Enfermeiros e Médicos, dos sindicatos e da administração do hospital de Santa Maria para explicar os impactos da greve.

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