Gripe aviária afeta comércio
Proibição de venda deixa aves por vender. Autoridades dizem não haver risco humano.
A Direção-Geral da Saúde e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária garantiram ontem ao CM que o caso de gripe aviária detetada numa garça-real em Loulé "não representa riscos" para os portugueses. Francisco George, diretor-geral da Saúde, garantiu "não haver conhecimento" de que o vírus H5N8 (de alta patogenicidade), "tenha afetado pessoas". "Estamos atentos, mas não estamos preocupados".
Já as aves não estão a salvo, sobretudo as que se encontram nos quintais na região algarvia. "Iremos identificar as pessoas que têm um quintal com galinhas e serão alvo de uma indicação especial", explica ao CM o diretor-geral de Veterinária, Fernando Bernardo.
O responsável refere que no caso da morte de galinhas ou outras aves, não se deve mexer nos cadáveres e chamar a Proteção Civil ou bombeiros.
Até dia 21 o comércio de aves está proibido em vários locais no Algarve, e as freguesias de Almancil e Montenegro são "zonas de restrição", sendo proibidas as movimentações de aves sem autorização da DGAV. Os comerciantes do mercado semanal de Quarteira foram apanhados de surpresa.
"Chegámos às 7h00, montámos as bancadas, pusemos os animais fora dos carros e a GNR chegou e avisou-nos que tínhamos de arrumar as coisas numa hora", relatou ao Correio da Manhã João Sousa.
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