'Guerra de chapéus de sol' aquece verão

APA diz que impedir colocação de chapéus de sol em frente às concessões é um abuso. Concessionários dizem cumprir normas.

31 de maio de 2026 às 01:30
Praia lotada com chapéus de sol, mar e pessoas, com debate sobre concessões Foto: Nuno Alfarrobinha
Algarve debate colocação de chapéus de sol nas praias Foto: Nuno Alfarrobinha
Indicações para zona de chapéus de sol na praia Foto: Nuno Alfarrobinha

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As regras sobre a colocação de chapéus-de-sol particulares na frente de concessões prometem aquecer o verão algarvio. Até então concessões e banhistas cumpriam a sinalética em vigor e as indicações existentes nos editais de praia mas a Agência Portuguesa do Ambiente vem agora dizer que se trata de "um abuso" e que "a única área concessionada é a que está delimitada na concessão, todo o resto é de uso livre" refere José Pimenta Machado, presidente da APA. Segundo este responsável, "existe alguma confusão" sobre esta matéria no Algarve, visto que no resto do país não é assim.

Com o arranque da época balnear, os concessionários querem ver o assunto clarificado mas temem o impacto económico que a colocação generalizada dos chapéus-de-sol em frente às concessões possa vir a ter. "O utente que vai pagar para estar numa área concessionada, com direito a espreguiçadeira e chapéu-de-sol, se tiver uma pessoa logo à frente com um chapéu de sol se calhar não vai achar muita piada" adianta André Sousa, concessionário na praia do Garrão. Da mesma opinião partilha Nélson Guerreiro, presidente da Associação de Concessionários de Quarteira, que afirma estar em causa "a perda do respeito, o turismo perde qualidade". Segundo este último, o preço por uma espreguiçadeira ronda os 12 euros na época baixa, subindo para 18 euros durante a época alta. 

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Para alguns banhistas, deve ser autorizada "a colocação de chapéus-de-sol em frente às concessões mas com regras, por exemplo uma distância mínima até à concessão". 

Sobre as críticas da APA, os concessionários defendem que sempre atuaram consoante as regras em vigor. "O edital de praia também tem as suas próprias regras e agora parece que não há um consenso. Dizem-nos uma coisa, está escrita outra" diz André.

A Agência Portuguesa do Ambiente comprometeu-se em divulgar uma nota aos municípios para uniformizar a interpretação das regras a tempo do arranque da época balnear. Assim que for emitida, a APA "irá acompanhar a aplicação do esclarecimento formal no terreno" garante Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente, reforçando a ideia de que "as praias são públicas, sempre foram e continuam a ser". 

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