Hipertensão arterial atinge quatro em cada dez adultos

"É importante sensibilizar as pessoas a adotar um estilo de vida saudável", diz o cardiologista Paulo Dinis.

18 de maio de 2026 às 01:30
A realização de rastreios permite sinalizar novos casos. Foto: Enric Vives-Rubio/Arquivo CM
Paulo Dinis alerta para a importância de estilos de vida saudáveis no combate à hipertensão Foto: Direitos Reservados

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Em Portugal, aproximadamente 4 em cada 10 adultos tem hipertensão arterial (HTA). No âmbito do Dia Mundial da Hipertensão Arterial, que se assinalou no domingo, o cardiologista Paulo Dinis explica dimensão da doença no nosso país.

 Qual a importância da realização de rastreios?

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Em Portugal, aproximadamente 4 em cada 10 adultos tem hipertensão arterial (HTA). No entanto, este número está provavelmente subestimado, sendo que a realização dos rastreios tem um papel fundamental para sinalizar mais pessoas acometidas e para chamar a atenção para esta doença / fator de risco modificável que é um dos principais responsáveis pelas doenças cérebro-cardiovasculares, nomeadamente o acidente vascular cerebral e o enfarte agudo do miocárdio.

Aumentou o número de pessoas atingidas?

Nos últimos anos a prevalência de HTA parece permanecer estável entre 31% e 42% dependendo dos estudos analisados. Mas se esta percentagem já é muito elevada, o cenário fica ainda pior se pensarmos que as pessoas com valores de TA >120/70mmHg são classificadas como tendo Pressão Arterial Elevada e efetivamente, apesar de não terem HTA (=140/90mmHg), já têm um risco cardiovascular individual aumentado. É um verdadeiro problema de Saúde Pública!

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Como é possível reduzir a dimensão da doença em Portugal?

Por um lado, é essencial consciencializar os Profissionais de Saúde para uma atitude pró-ativa e procurar ser mais ambicioso no controlo da doença. Por outro lado, é importante sensibilizar as pessoas a adotar um estilo de vida saudável, realizar atividade física regular, ter uma dieta equilibrada, reduzir o sal, não fumar e ter bons hábitos de sono. Estruturalmente, as estratégias de Saúde Pública deveriam focar-se na realização de melhores rastreios e no controlo da HTA em todas as faixas etárias. A criação de equipas multidisciplinares nos cuidados de Saúde Primários dedicadas à prevenção e seguimento desta patologia seria uma mais valia!

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