Incontinência urinária é problema escondido

A gravidez e a menopausa são fatores que causam incontinência urinária. Poucas mulheres procuram tratamento por vergonha e sofrem em silêncio. Para ajudar quem sofre com este problema foi criada a Associação da Mulher para a Saúde Uroginecológica, apresentada esta quinta-feira, em Lisboa.

13 de setembro de 2013 às 01:00
Sofia Alegra, gravidez, menopausa, incontinência, urina, parto Foto: Vítor N. Garcia
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A ginecologista-obstetra Sofia Alegra, da direção da associação, sublinha que são vários os fatores que conduzem à incontinência urinária. "A gravidez e o parto, menopausa, cirurgia pélvica e alguns medicamentos, especialmente os diuréticos, tabaco e o esforço físico, como carregar em pesos, favorecem o aparecimento do problema", afirma a médica.

Segundo a especialista, a prevalência da incontinência urinária na população feminina é de sete a 24 por cento mas apenas 14 por cento procura ajuda clínica.

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Este problema não, contudo, exclusivo das mulheres, afeta um homem em cada três mulheres, em particular entre os 45 e os 65 anos.

De acordo com dados fornecidos por Sofia Alegra, entre 32% e 64% das grávidas são incontinentes, um problema que afeta quase metade das mulheres no período da menopausa e das que se encontram internadas em instituições.

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"Esta patologia tem uma taxa de cura elevada desde que se faça prevenção ao longo da vida e que a pessoa procure tratamento, porque este problema causa constrangimentos pessoais e tem repercussão diária", sublinha Isabel Ramos Almeida, presidente da associação.

De acordo com aquela responsável, a incontinência urinária é um problema que tende a agravar devido ao envelhecimento da população portuguesa, o que acarreta um aumento dos custos para os ministérios da Saúde e da Segurança Social.

Maria de Jesus Barroso, que amadrinha a associação, considerou ao CM ser "importante sensibilizar as pessoas que sofrem deste problema para procurar tratamento e não sofrer em silêncio".

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