INEM tira motos de socorro aos bombeiros

Três corporações (Cacilhas, Queluz e Portuenses) perdem pouco mais de 2 mil euros/mês. Liga está contra, defendendo a utilidade das motos.

02 de julho de 2026 às 01:30
Ministra da Saúde, Ana Paula Martins Foto: António Pedro Santos/Lusa
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O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) acabou com o apoio financeiro aos corpos de bombeiros que operam motos de socorro (Cacilhas, Queluz e Voluntários Portuenses). A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) está contra, apontando “a grande utilidade operacional das motos, que chegam mais rápido às ocorrências”.

Na origem desta situação, apurou o CM, está uma atualização, feita pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, ao despacho que regula o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM). Se após o acordo entre o INEM e a LBP, assinado em fevereiro de 2025, foi possível protocolar com 3 corpos de bombeiros o uso de motas INEM (que pagou 2190 euros/mês), esse cenário desapareceu com a nova alteração ao SIEM. Eduardo Correia, vice-presidente da LBP, disse estar contra a retirada de apoio do INEM. Já fonte oficial deste organismo garantiu não querer “diminuir a capacidade de resposta do sistema”. “O INEM propôs a substituição dos protocolos das motos de emergência, pela criação de postos de emergência médica com ambulâncias”.

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