Inspeção proibida de divulgar dados sobre poluição no rio Tejo
Inquérito sobre o crime está em segredo de justiça.
O Departamento de Investigação e Ação Penal de Castelo Branco notificou a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (Igamaot), dando conta de que "todos os elementos já reunidos, bem como os demais a obter, relativos à investigação no âmbito do processo de inquérito - crime de poluição no rio Tejo - se encontram sujeitos a segredo de justiça", informou a Igamaot.
Desta forma, todos os órgãos, serviços ou pessoas relacionados com o referido processo estão impedidos de divulgar quaisquer informações. A propósito do inquérito, o presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, disse ontem que as entidades oficiais não têm "evidências de que os incidentes que têm acontecido no rio Tejo sejam imputados às empresas".
O autarca defendeu, no entanto, que caso as autoridades provem que há responsabilidade das ditas empresas, estas terão de responder por isso. Em 2016, o Governo autorizou que a Celtejo mais do que duplicasse as descargas de águas residuais no Tejo.
De acordo com o documento, o Governo pode rever ou revogar a licença.
Tejo está a "recuperar bem" da poluição
PORMENORES
Participação de crime
O Ministério Público instaurou um inquérito a empresas de Vila Velha de Ródão, na sequência de uma participação de crime de poluição apresentada pelo Ministério do Ambiente.
Descargas poluentes
A Agência Portuguesa do Ambiente revelou que a carga poluente que afetou o Tejo teve origem nas descargas da indústria da pasta de papel.
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