Intoxicações de Caldas da Rainha associadas à transmissão de norovírus

Até ao momento, registaram-se 122 pessoas com sintomas de intoxicações nas Caldas da Rainha.

13 de julho de 2026 às 14:32
Hospital das Caldas da Rainha Foto: Direitos Reservados
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As intoxicações registadas na última semana nas Caldas da Rainha, com 122 casos registados até agora, estão associadas à transmissão de um norovírus, revelou a Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste, depois de obter resultados às análises efetuadas.

"As coproculturas enviadas para o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) revelaram todas resultado positivo para norovírus do grupo 2, ficando assim identificado o agente responsável pelo surto", informou a ULS do Oeste à agência Lusa.

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Esta entidade explicou que se "trata de um vírus muito contagioso, que se transmite com facilidade de pessoa para pessoa, através do contacto com superfícies ou objetos contaminados, e ainda pelo consumo de água ou alimentos contaminados".

É uma das causas mais frequentes da gastroenterite aguda a nível mundial, criando um quadro clínico de curta duração, com vómitos e diarreia entre os principais sintomas.

Até ao momento, registaram-se 122 pessoas com sintomas de intoxicações nas Caldas da Rainha.

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A maioria dos casos está associada ao evento desportivo internacional "Footmania", realizado entre 04 e 08 de julho, reunindo 1.200 participantes internacionais e acompanhantes, mas há também casos entre a comunidade local.

Das amostras de superfícies recolhidas em zonas de maior contacto, duas revelaram-se positivas para norovírus: o manípulo da porta do refeitório e o manípulo do autoclismo da casa de banho dos homens do local da Expoeste, onde decorreu o evento.

"Estes resultados confirmam a existência de contaminação ambiental e reforçam o contributo da transmissão por contacto com superfícies na propagação do surto", esclareceu a ULS Oeste, adiantando que foram feitas limpezas e desinfeções nos espaços envolvidos.

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A ULS do Oeste referiu que o número de pessoas com gastroenterite pode vir a ser atualizado, uma vez que ainda decorre o contacto a parte dos participantes.

"A evolução clínica tem sido globalmente favorável, de curta duração e com resolução espontânea, sem casos graves e sem necessidade de internamento", esclareceu.

Os sintomas mais frequentes têm sido vómitos e diarreia, surgindo também náuseas, febre, dores abdominais e dores de cabeça.

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As autoridades recomendaram às pessoas com sintomas ou que participaram no evento que lave as mãos com frequência, reforce a hidratação com a ingestão de líquidos, limpe e desinfete as superfícies de maior contacto, lave em separado e a altas temperaturas a roupa que tenha estado em contacto com o vómito ou fezes e permaneça em casa e não prepare alimentos para outras pessoas enquanto houver sintomas.

As autoridades de saúde continuam a investigar o caso, aguardando-se ainda os resultados das amostras alimentares.

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