Lagarta do pinheiro com infeções mais graves na Primavera

Casos de reações alérgicas são elevados, neste período em que o inseto desce das árvores.

23 de março de 2026 às 01:30
Lagarta do pinheiro desce das árvores para o solo de janeiro a maio
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A chegada da primavera representa um maior risco de sofrer uma irritação da pele provocada pela lagarta do pinheiro. Isto porque, o inseto que vive vários meses nas copas das árvores, entre janeiro e maio, desloca-se pelos troncos e é nos meses da primavera que está mais ativa, existindo mais infeções em pessoas e nos animais domésticos como cães ou gatos. A reação alérgica provocada pela lagarta do pinheiro depende do grau de contacto e da sensibilidade de cada pessoa para as alergias.

“Os sintomas mais comuns são a irritação na pele, eritema (pele vermelha), edema (inchaço da face ou das pálpebras), alergias oculares (irritação ocular, lacrimejo ou vermelhidão) e queixas respiratórias (tosse e dificuldade em respirar, se existir inalação)”, explica a médica imunoalergologista Joana Cosme. A lagarta do pinheiro é endémica em Portugal e os casos de reações alérgicas são elevados.

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A presença do inseto é generalizada em Portugal Continental. E nesta altura do ano as lagartas descem ao solo para passarem pela fase de crisálida até se transformarem em traças. Nessa fase voadora, no verão, vão pôr os ovos nos pinheiros e inicia-se um novo ciclo. Sublinha a médica JoanaCosme que “se se deparar com estas lagartas, não deve tocar nelas, não deve pisá-las nem varrer as lagartas ou os seus ninhos”. Deve contactar e informar a sua Câmara Municipal ou a Proteção Civil”. Adianta ainda Joana Cosme que “nunca deverá tentar remover ninhos por conta própria”. Estas entidades poderão fazer o controlo das zonas com lagartas através de medidas adequadas, como por exemplo, a remoção física de ninhos de forma segura, recurso a cintas de retenção ou a inseticidas biológico.

Já a PSP pede atenção redobrada com os animais domésticos. A polícia pede para que as autoridades sejam contactadas ao mínimo risco. Nos animais, a lagarta pode causar lesões graves na língua e no focinho. Inchaço do focinho, salivação excessiva ou dificuldade em engolir são razões para levar o animal ao veterinário.

Contactar o Centro Antivenenos

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Membro da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, Joana Cosme sublinha que no “caso de existir contacto com a lagarta, deve lavar abundantemente a pele e olhos, retirar o vestuário e remover os vestígios da lagarta que estiverem no corpo ou no vestuário. Poderá ser necessário aplicar cremes ou fazer anti-histamínico em comprimido. Se os sintomas forem mais intensos, poderá ser necessário ir a uma urgência ou realizar contactar o Centro de Informação Antivenenos.

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