Lince-Ibérico: Portugal e Espanha contam 2663 felinos

129 animais nasceram em Portugal em 2025. Há registo de 394 no território, sendo 15% do total na Península Ibérica.

07 de junho de 2026 às 01:30
Lince-Ibérico Foto: Direitos Reservados
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Portugal e Espanha contaram, no ano passado, 2663 exemplares do lince-ibérico. Os números foram divulgados na sexta-feira, por ocasião do Dia Mundial do Ambiente, e mostram que a população ibérica desta espécie cresceu 95% em quatro anos. Duas décadas depois de ambos os países darem início a um trabalho de proteção da espécie, que esteve em vias de extinção, é alcançada “uma recuperação sem precedentes”, segundo o Ministério do Ambiente e Energia.

Em 2002, a espécie contava apenas com perto de cem exemplares na natureza. Atualmente, estes felinos vivem em 26 áreas da Península Ibérica, entre as quais Mértola, e existem 18 centros de reprodução. Em Portugal, o Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico, em Silves, funciona há 16 anos como uma dessas maternidades. No último ano, o registo foi de 129 crias só em Portugal. Em 2025, o País monitorizou 394 animais (15% do total). Dos 2663 felinos contabilizados nos dois países, 542 são fêmeas reprodutoras, mais 72 do que no ano anterior. Em Espanha foram, por sua vez, assinaladas 723 crias no mesmo ano.

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Segundo o censo ibérico, em 2021 existiam 1365 linces, em 2024 eram 2401 e no último ano houve um aumento de 10,9% para 2663. “A recuperação do lince-ibérico é uma das maiores histórias de sucesso da conservação da natureza na Europa”, destaca o Ministério do Ambiente, acrescentando que os “resultados mostram ser possível inverter processos de perda de biodiversidade quando existe conhecimento científico, compromisso político, cooperação internacional e envolvimento das comunidades locais”. Há uma semana, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) recuou na decisão de afastar a equipa técnica responsável pelo Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico de Silves. Isto já depois de ter anunciado que iria assumir a gestão direta do centro de reprodução do lince-ibérico a partir de 1 de junho. A decisão foi então revertida e equipa técnica reconduzida por mais 14 meses.

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