Linha Circular do Metro de Lisboa abre no primeiro trimestre de 2027

Linha Circular tinha inicialmente inauguração prevista para o segundo semestre de 2025.

31 de março de 2026 às 19:21
Linha Circular do Metro de Lisboa já se vê a partir da futura estação de Santos Foto: Direitos Reservados
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A abertura da Linha Circular do Metropolitano de Lisboa, entre o Rato e o Cais do Sodré, vai acontecer no primeiro trimestre de 2027, depois de um atraso de três anos e três meses, anunciou esta terça-feira a empresa.

"Estamos a fazer o esforço e incitámos um diálogo bastante produtivo com os empreiteiros que têm esta obra, portanto, Mota Engil e Zagope, no sentido de garantir [que], no primeiro trimestre de 2027, a linha circular é inaugurada. Não é entrega a obra para o empreiteiro, é inaugurada", garantiu a presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa.

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Cristina Vaz Tomé falava na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação da Assembleia da República, onde foi esta terça-feira ouvida a requerimento do Chega.

A responsável lembrou aos deputados que, quando chegou há cerca de três meses ao Metro de Lisboa, deparou-se com uma empresa "com grandes oportunidades de expansão", sendo que, no caso da Linha Circular, o atraso da inauguração da obra "é um atraso de três anos e três meses".

A presidente do CA do Metro de Lisboa recordou que a obra da Linha Circular foi dividida em quatro partes/lotes, sendo que o primeiro, terminado em setembro de 2024 "ainda não tinha sido fechado", ou seja, "a conta não foi paga ao empreiteiro e, portanto, tudo isso cria crispações e más vontades do empreiteiro com a empresa".

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A Linha Circular, que tinha inicialmente inauguração prevista para o segundo semestre de 2025, vai ligar a estação do Rato ao Cais do Sodré, numa extensão de mais dois quilómetros de rede e duas novas estações (Estrela e Santos), unindo as linhas Amarela e Verde num novo anel circular no centro de Lisboa.

Além da construção de duas novas estações será remodelada a estação existente no Cais do Sodré.

Em relação à expansão da Linha Vermelha, Cristina Vaz Tomé disse aos deputados que o atraso nas obras é de "dois anos e nove meses", salientando ainda não ter sido feita a consignação.

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A responsável lembrou que foi perdido o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tanto para a Linha Vermelha, como para a Linha Circular, frisando que a empresa está a "trabalhar com o Governo e também com outras entidades, nomeadamente o Banco Europeu de Investimento", para conseguir financiamento para que a consignação se consiga fazer.

"É a nossa ambição, ainda este primeiro semestre, para ver se a obra arranca, porque, de facto, é uma obra muito importante para a cidade de Lisboa", afirmou.

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