Lojas inundadas no Mercado Municipal de Rio de Mouro devido ao mau tempo
Inundações na zona são um problema recorrente, que volta agora a gerar prejuízos e indignação entre quem ali trabalha.
Várias lojas do Mercado Municipal de Rio de Mouro, no concelho de Sintra, ficaram inundadas, esta sexta-feira, na sequência da depressão Ingrid, voltando a expor um problema que os lojistas dizem ser recorrente e para o qual continuam sem resposta.
Apesar de a precipitação ainda não ter atingido os níveis mais elevados previstos, a água invadiu vários espaços comerciais, obrigando os comerciantes a recorrerem a baldes, toalhas e vassouras para tentar escoar a água acumulada. No local, é visível água no chão e recipientes improvisados para conter as infiltrações.
Um dos lojistas afirma que a situação se repete todos os anos. “Neste momento ainda não choveu o suficiente e já estamos com as lojas completamente alagadas. Acontece todos os anos e não há soluções. No ano passado o diretor do mercado esteve cá, falámos com ele, mas pouco ou nada se resolveu. Há lojistas bastante lesados, é uma despesa acrescida no negócio”, lamenta.
Outra comerciante, proprietária de uma loja no mercado, diz estar a viver o terceiro episódio semelhante desde que ali trabalha. “É o terceiro ano que isto acontece. Quando aluguei o espaço não sabia que era assim. No ano passado tive de mudar toda a mobília porque ficou estragada. A água vem sempre das paredes”, conta.
Segundo a mesma lojista, desde as 8h00 da manhã da passada quinta-feira que tenta retirar a água do espaço. “Já tirei 52 baldes de água. Tinha a agenda cheia e tive de cancelar todas as clientes”, acrescenta, questionando a ausência de apoio por parte da Câmara Municipal.
Para facilitar a limpeza, vários comerciantes retiraram mercadorias e mobiliário das lojas, colocando-os nas zonas comuns do mercado. Entre os lojistas, a convicção é generalizada, o problema poderá estar relacionado com obras mal executadas no edifício.
As inundações no Mercado Municipal de Rio de Mouro são um problema antigo, que volta agora a gerar prejuízos e indignação entre quem ali trabalha, à espera de uma solução definitiva.
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