Mãe das gémeas tratadas no Santa Maria admite comentários nos corredores do hospital sobre influência da Presidência
Caso está a ser investigado pela Procuradoria-Geral da República.
A mãe das gémeas luso-brasileiras admitiu que a eventual influência da Presidência era comentada nos corredores do Hospital Santa Maria, onde as crianças diagnosticadas com atrofia medular espinhal receberam um tratamento de quatro milhões de euros, com a medicação Zolgensma.Na quinta-feira, numa entrevista à RTP, a mãe das gémeas disse que pediu ajuda "de forma indireta" a diversas pessoas. "Há e-mails que foram enviados pela minha prima e pessoas que estão em Portugal, e chegaram a pessoas que eu não controlo", acrescentou.
A eventual influência da Presidência neste caso está a ser investigada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).
"Nos corredores do Hospital Santa Maria, dizia-se que eu tinha recebido alguma ajuda. Eu tinha a impressão de que pudessem ter feito algum pedido", explicou a mãe das crianças.
Na quinta-feira, a auditoria do hospital deu a conhecer a intervenção de uma secretária de António Lacerda Sales, ex-secretário de Estado da Saúde, na marcação da primeira consulta das gémeas, em dezembro de 2019.
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