Frio e gripe matam mais mil pessoas
Número de mortos no País foi de 6901, entre 1 e 17 de janeiro, segundo dados da DGS.
A epidemia gripal provocou desde 1 de janeiro um acréscimo de mil mortos em relação ao que é habitual para esta época, revelou esta quinta-feira a Direção-Geral da Saúde, frisando que a mortalidade é inferior à do ano passado e que o pico da gripe já foi atingido.
"Estas primeiras três semanas do ano saldam-se por uma mortalidade na ordem dos mil mortos acima da linha de base, o que é normal para a atividade gripal que tivemos. O ano passado terminámos o inverno com mais cinco mil mortos", disse a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, acrescentando: "Estamos em atividade epidémica ligeira e com tendência decrescente. Tudo indica que teremos na maior parte do País atingido já o pico." Este ano morreram de várias causas, entre 1 e 17 de janeiro, 6901 pessoas, quando no ano passado tinham morrido 7622, segundo dados disponíveis no site da DGS. Ou seja, este ano morreram menos 721 pessoas face ao mesmo período de 2017.
"A atividade gripal ficou este ano aquém da verificada o ano passado", disse Graça Freitas, atribuindo a explicação ao facto de 80% dos vírus em circulação serem vírus B. "Quando isto acontece, a atividade gripal é menos intensa", disse.
PORMENORES
Faltam camas
A Ordem dos Médicos alertou para a falta de camas no Hospital Pediátrico de Coimbra, para fazer face à gripe. A administração do hospital nega.
Ficar em casa evita
Ficar em casa ajuda a evitar o desenvolvimento de epidemia da gripe, segundo um estudo divulgado pela Academia Nacional das Ciências norte-americana.
Mutações contrariam
Mutações genéticas no vírus da gripe A podem ajudar a contrariar os "efeitos de enfraquecimento" de outras, revela um estudo norte-americano.
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