Marinha vai vender quatro navios patrulha à República Dominicana por 24 milhões de euros

Em causa estão os NRP Tejo, Douro, Mondego e Guadiana, vocacionados para missões de patrulha e vigilância marítima, controlo das águas sob jurisdição nacional, busca e salvamento e segurança marítima.

19 de fevereiro de 2026 às 12:43
Marinha Portuguesa Foto: Marinha Portuguesa
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A Marinha portuguesa vai vender os navios patrulha Tejo, Douro, Mondego e Guadiana à República Dominicana por cerca de 24 milhões de euros, com entregas faseadas durante os próximos anos, anunciou esta quinta-feira o Ministério da Defesa Nacional.

A cerimónia de assinatura do contrato para a venda dos quatro navios de patrulha costeira da classe "Tejo" vai decorrer na sexta-feira, no forte de São João Baptista, no Porto, com os ministros da Defesa de Portugal, Nuno Melo, e da República Dominicana, Tenente-General Carlos Antonio Fernández Onofre.

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Em causa estão os NRP (Navios da República Portuguesa) Tejo, Douro, Mondego e Guadiana, vocacionados para missões de patrulha e vigilância marítima, controlo das águas sob jurisdição nacional, busca e salvamento e segurança marítima.

O valor base do contrato é de 24 milhões de euros (seis milhões de euros por navio), "podendo ser complementado por opções adicionais em sistemas e equipamentos, até um montante máximo global de 24,37 milhões de euros, em função das escolhas da República Dominicana", detalhou o ministério.

A entrega será faseada, com o primeiro navio "a ser entregue até 12 meses após a conclusão da fase logística, seguindo-se as restantes unidades, com prazos máximos de 20, 30 e 40 meses, respetivamente".

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As embarcações serão entregues em Portugal, cabendo à República Dominicana o seu trânsito para destino.

O ministério defende que esta transferência reforça as capacidades de patrulha e segurança marítima da República Dominicana mas também permite a Portugal "valorizar material de guerra não necessário às Forças Armadas".

Os navios da classe "Tejo" são unidades polivalentes, de cerca de 50 metros de comprimento em operação na Marinha portuguesa desde 2016.

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Segundo a tutela, o acordo inclui "um programa integrado de transferência de capacidades, envolvendo ações de manutenção e modernização, fornecimento de munições e sobresselentes, documentação técnica, formação e treino de guarnições e equipas de gestão, de forma a garantir a plena operacionalização dos navios ao serviço da Armada Dominicana".

A Marinha está a fazer um conjunto alargado de compras de equipamento, com entregas previstas nos próximos anos: o porta-drones D. João II, que está a ser construído na Roménia e será entregue em 2026, os seis Navios de Patrulha Oceânicos (NPO's), cuja primeira embarcação deverá chegar em 2027, dois reabastecedores logísticos em 2028, estando também prevista a aquisição de três fragatas de nova geração, no âmbito dos empréstimos europeus SAFE.

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